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UM BLOGUE TEMÁTICO E CULTURAL
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

OS SANTOS DA SEMANA

(Semana 2)
09.01.11 – S. Fortunato
10.01.11 – S. Nicanor
11.01.11 – S. Higino
12.01.11 – S. Modesto
13.01.11 – S. Hilário
14.01.11 – S. Guilherme
15.01.11 – Sta. Secundina
Paulo Gonçalves

A FRASE DA SEMANA

Ser humilde é reconhecer as suas próprias fragilidades, não se vangloriando das suas obras mas tentando sempre dar algo de bom aos outros.
(Paulo Gonçalves)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

MÁGICA MARESIA

O POBRE E UM BANCO DE JARDIM

    Um pobre solitário, arrastando-se sobre as pernas cansadas, entrou no jardim e estacou em busca do banco, onde habitualmente se deitava. Rasgou um sorriso ao vê-lo ali mesmo na sua frente – exclamou triunfante - Amigo Banco, como folgo olhar-te com uma nova cor decorado. Tenho passado por aqui, mas, o meu lugar estava sempre ocupado!
- Pudera...estava todo desbotado e ressequido do tempo. Agora estou vestido de verde e encarnado, para lembrar o Natal! – Comentou o Banco acrescentando - E os meus pés? hum...É melhor me calar… tão feios e enferrujados! … Alguns que por aqui passavam escarneciam do meu ar cinzento, pontapeavam-me até fazer o pino. Outros, já me viam, com o olhar enfastiado!
 - A quem o dizes, companheiro, – confessou - estou velho e encovado, nem com muita tinta pintado disfarçava os meus oitenta e tal… - Ai, ai … O que mais dói são as dores da alma!
 -Oh velhote diz-me aí! O que são as dores da alma? – Indagou.
 - Tens razão! - És filho de uma árvore. Elas sentem dores físicas; se lhes arrancarmos os ramos, se as cortamos, ou se as inundarmos com matérias nocivas, contudo, alma não têm.
 - Nós, seres humanos; temos alma, e dores que não se vêem, sentem-se, quando o sangue fala mais alto, corre nas veias magoado, e faz estalar o coração.
 -Ah! – Exclamou assombrado - A alma faz isso?!
 - Se faz! … O meu amigo, no fundo é um felizardo! Não tens mãe porque morreu; não foste marcado pela vida, nem pela família esquecido… isso são coisas da alma!
- Pois… dores dessas, não sinto… - Interrompeu num brado!
 -Sobrevives sem alimentos; vestir, calçar ou tomar remédios, e o pior é, onde arranjar dinheiro para os comprar! E o tédio que cresce, quando o dia teima em não querer acabar?! - Insistiu este.
-Dizes bem, velhote. E… o tédio, o que é?
-Oh Banco… Tens lá horas que te sobrem? Ouves e vês tudo o que te rodeia; tens a natureza que te dá a noite, a lua, as estrelas e a luz do sol que irradia em ti as cores das árvores frondosas que te envolvem… - Como saboreava estes momentos! … Acolhes todos os que em ti se acomodam; as crianças que se sentam no teu colo, os namorados que se beijam – Ah! … Que saudades… E as pessoas que como eu, se contentam em repousar o corpo e os olhos… Já viste que até um cão vadio se enrosca em ti se está frio?! - Era feliz então, quando podia ajudar os outros… - Bramia o pobre de lágrima no olho.
 -Então velhote, quer dizer, que eu sendo apenas uns bocados de pau, sou mais feliz que tu!?
É isso mesmo. Porém, eu sei que vou deixar de sofrer… Os sonhos, que acalentei, hão-de realizar-se brevemente!
 - Ah… E os sonhos? … – Murmurou o Banco.
 -Sabes, eu sonhava todas as noites com um anjo que me vinha buscar. Tanto sonhei… que Jesus apareceu uma noite de luar. Leu-me a alma e disse: - “Queres ir para um bom lugar, após o meu aniversário em 25 de Dezembro, voltarei para te levar.” - Disse o pobre com a voz embargada - Por isso, estou aqui hoje, para me despedir de ti, que foste, um bom amigo.
 -Oh velhote será que não vais precisar de levar um banco?! …
-Ah! … Jesus deixou um recado para todos. “Os que quiserem ir para um bom lugar, terão de espiar na terra”, e tu, não tens nada para espiar, nem alma para salvar - Declarou o idoso.
A partir daquele dia, o idoso jamais foi visto no jardim. No entanto, o banco permaneceu no mesmo lugar, esperando a chegada de quaisquer outros Velhotes - dos muitos que povoam a terra - que quisessem com ele conversar.

                                                                                       Raízes M/ Peniche

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O NASCIMENTO DO NATAL

O NASCIMENTO DO NATAL
   Por aqueles dias, saiu um édito da parte de César Augusto, para ser recenseada toda a terra. Este recenseamento foi o primeiro que se fez, sendo Quirino governador da Síria. E iam todos recensear-se, cada qual à sua própria cidade. Também José deixando a cidade de Nazaré, na Galileia, subiu até à Judéia, à cidade de David, chamada Belém, por ser da casa e da linhagem de David, a fim de recensear-se com Maria, sua mulher, que se encontrava grávida. E quando eles ali se encontravam, completaram-se os dias de ela dar à luz e teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria. Na mesma região encontravam-se pastores, que pernoitavam nos campos guardando os seus rebanhos durante a noite. O anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu em volta deles, e tiveram muito medo. Disse-lhes o anjo: “Não temais, pois vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo o povo: Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias, Senhor. Isto vos servirá de sinal para o identificardes: encontrareis um Menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.” De repente, juntou-se ao anjo uma multidão de exército celeste, louvando a Deus e dizendo:
        Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de Seu agrado.” Quando os anjos se afastaram em direcção ao Céu, os pastores disseram uns aos outros: “Vamos então até Belém e vejamos o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer.” Foram apressadamente e encontraram Maria, José e o Menino, deitado na manjedoura. E quando os viram, começaram a espalhar o que lhes tinham dito a respeito daquele Menino. Todos os que os ouviram se admiraram do que lhes disseram os pastores. Quanto a Maria, conservava todas essas coisas ponderando-as no seu coração. Os pastores voltaram glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, segundo lhes fora anunciado.
(Lucas 2,1-20)

COISAS DE POESIA

Noite de luz

Noite divina
Luz cristalina
Que me conduz
Ao teu nascimento…
Jesus!
Pobre menino
Em palhas deitado.
Dorme menino.
Nascido de amor
Do Deus criador.
Maria, graça plena
Divina mãe
Que se entrega no amor
Para nos conduzir a Nosso Senhor.
Noite de paz.
Noite de luz.
Em Belém…
Nasceu Jesus!

Paulo Gonçalves

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O 1º ELEMENTO (2ª SÉRIE)

Capitulo 18
Natal

Vivemos um Natal baseado no consumismo. A publicidade apela às crianças de uma forma violenta e feroz. A imagem de que o Pai Natal vai oferecer tudo o que se lhe pede é bem marcante. Hoje se perguntarmos a uma criança o que significa, para ela, o Natal, a resposta mais provável é; que é altura de receber presentes! No meio de tudo isto, onde é que ficou o verdadeiro sentido e significado do Natal? Começa a ser “lugar-comum” interrogarmo-nos acerca disto! O nascimento do Menino Jesus parece esquecido no meio de todo este consumismo e como se isso não bastasse também toda a sua mensagem. Enalteçamos aquela célebre frase, “Não esqueças o principal, coloca Jesus no teu Natal”

Paulo Gonçalves

Stille Nacht (Silent Night ) Especial Natal

O PRESÉPIO DE BELÉM

Capitulo 10
Último
No que se refere a Portugal, não é nenhum exagero dizer que em aqui foram feitos alguns dos mais belos presépios de todo o mundo, sendo de destacar os realizados pelos escultores e barristas Machada de Castro e António Ferreira, no século XVIII. 
Actualmente, infelizmente, o costume de armar o presépio, tanto em locais públicos como particulares, ainda se mantém em muitos países europeus. Contudo, com o surgimento da árvore da Natal, os presépios, cada vez mais, ocupam um lugar secundário nas tradições natalícias.
Fonte: Natal Todos os Dias

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O NATAL É...

4
O Natal reveste-se de magia. O Natal torna-nos crianças de novo.
No Natal sonhamos com um mundo melhor. No Natal lembramos Jesus Cristo.

Paulo Gonçalves

O PRESÉPIO DE BELÉM

Capitulo 9
Entre os presépios mais conhecidos, é de salientar os presépios napolitanos, estes surgiram no século XVIII, nestes podiam observar-se várias cenas do quotidiano, mas o mais importante era a qualidade extraordinária das suas figuras, só a título de exemplo, os Reis Magos eram vestidos com sedas ricamente bordadas e usavam jóias muito trabalhadas.
 Fonte: Natal Todos os Dias

O PRESÉPIO DE BELÉM

Capitulo 8
A criação do cenário que hoje é conhecido como presépio, provavelmente, deu-se já no século XVI. Segundo o inventário do Castelo de Piccolomini em Celano, o primeiro presépio criado num lar particular surgiu em 1567, na casa da Duquesa de Amalfi, Constanza Piccolomini.

No século XVIII, a recriação da cena do nascimento de Jesus estava completamente inserida nas tradições de Nápoles e da Península Ibérica (incluindo Portugal).

De e Fonte: Natal Todos os Dias

OS SANTOS DA SEMANA

26.12.10 – Sto. Estêvão
27.12.10 – S. João Evangelista
28.12.10 – Santos Inocentes
29.12.10 – S. Tomás Becket
30.12.10 – S. Sabrino
31.12.10 – S. Silvestre I, Papa
01.01.11 – Santa Maria, Mãe de deus
Paulo Gonçalves

A FRASE DA SEMANA

Quando rezas agarras no cordão que te liga a Deus.
(Paulo Gonçalves)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O PRESÉPIO DE BELÉM

Capitulo 7
A característica mais importante de um presépio e a que mais facilmente permite distingui-lo das restantes representações da Natividade, é a sua mobilidade, o presépio é modificável, neste com as mesmas peças pode recriar-se os diferentes episódios que marcam a época natalícia.
 Fonte: Natal Todos os Dias

O PRESÉPIO DE BELÉM

Capitulo 6
É, nos finais do século XV, graças a um desejo crescente de fazer reconstruções plásticas  da Natividade, que as figuras de Natal se libertam das paredes das igrejas, surgindo em pequenas figuras. Estas figuras, devido à sua plasticidade, podem ser observadas de todos os ângulos; outra característica destas é a de serem soltas, o que permite criar cenas diferentes com os mesmas figuras. Surgem, assim, os presépios.
 Fonte: Natal Todos os Dias

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A LUZ DO NATAL

Um Conto de Natal

O frio apertava naquela longa noite, as ruas estavam desertas, as luzes de várias cores pareciam tristes na sua solidão, a azáfama das últimas compras já acabara. Algures ouviam-se sons celestiais que provinham dos lares, alegadamente, felizes. Vagueando estava, quem nada tinha. Os cafés estavam fechados. Sentindo-se sozinho ansiava por encontrar alguém com quem conversar. Do bolso retirou uma antiga fotografia da família, ainda, feliz. Rapidamente brotaram-lhes lágrimas dos olhos. De repente guardou a foto que só lhe trazia sofrimento e saudade. Voltou à sua lenta caminhada nocturna, ao longe avistou uma luz que o impeliu a segui-la, nem queria acreditar ainda estava um café aberto. Aproximou-se, o estabelecimento estava vazio, só avistou um senhor, aparentemente de meia-idade,  que arrumava as mesas.
- Boa noite. Posso entrar?
- Entre, mas por pouco tempo, vou fechar. Respondeu o senhor que supostamente seria o dono do estabelecimento.
- Está um frio terrível!
- Quer beber alguma coisa? Hoje ofereço um cafezinho.
- Sendo assim aceito! Bem preciso.
- Homem…que faz na rua em plena noite de Natal? Não tem família?
- A minha família não quer saber de mim. Respondeu com amargura.
- Porquê?
- Porque tratei-a muito mal…
Perante estas palavras o homem ficou muito pensativo e algo emocionado.
- Disse algo de mal?
-Não, só me fez lembrar o meu caso.
- Também não tem família?
- Que acha que faço aqui esta noite? Já todos estão em casa com as suas famílias no aconchego dos seus lares. Estou por aqui porque ninguém me espera. Ir para casa faz-me sofrer!
- Porquê? – Interrogou.
- A minha mulher e os meus filhos perderam a vida num acidente!
- Meu Deus! Lamento.
- Para piorar tudo eu, nesse fatídico dia, tinha tido uma grande discussão com a minha mulher pois cheguei a casa embriagado. Ofendi e maltratei quem tanto amava…
Perante pesada consciência, as lágrimas já lhe rolavam no rosto. Continuou:
- …Ela, desesperada com a repetida cena, saiu com as crianças e o destino encarregou-se do resto.
 Perante estas palavras, o cliente, comovido, levantou-se dizendo;
- Jesus, Maria e José! Tenho mesmo que ir!
- Então homem? Não bebe o café?
- Não consigo, tenho que recuperar o meu Natal enquanto é tempo. Obrigado senhor! Obrigado! Desejo que seja feliz pois fez-me ver hoje o quanto tenho sido egoísta e mau.
E dizendo isto correu em direcção à saída, tendo tempo para uma breve paragem junto à porta. Voltou-se para o interior e indagou…
- Homem… venha comigo! Hoje Cristo cruzou-se no meu caminho, vamos passar juntos, a noite de Natal!
- Obrigado, quem sabe talvez para o ano. Boa sorte e Feliz Natal.
- Feliz Natal!
Apressadamente o homem avançou para a rua e ainda olhou para trás. Abismado, já não avistou luz alguma. A porta estava fechada e nem sequer havia sinal de um café por ali, só o frio e a escuridão reinavam…
Tomou o seu rumo seguindo agora a sua luz interior, aquela que flamejava na sua alma agora esperançosa e inundada de valores outrora adormecidos.

Paulo Gonçalves

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O PRESÉPIO DE BELÉM

Capitulo 5

Este acontecimento faz com que muitas vezes S. Francisco seja visto como o criador dos presépios, contudo, a verdade é que os presépios tal como os conhecemos hoje só surgiram mais tarde, três séculos depois. Embora não considerado o criador dos presépios (depende do ponto de vista), é indiscutível que se o seu contributo foi importantíssimo para o crescimento do gosto pelas recriações da Natividade e, consequentemente, para o aparecimento dos presépios.

No século XV, surgem algumas representações do nascimento de Cristo, contudo, estas representações não eram modificáveis e estáticas, ao contrário dos presépios, onde as peças são independentes entre si e, desta forma, modificáveis.
Fonte: Natal Todos os Dias

domingo, 12 de dezembro de 2010

COISAS DE POESIA

Pobreza

Criança pobre
Vive na rua
Palmilha o chão
Sem casa sua

Criança pobre
À fome forçada
Não tem de comer
Vive de nada

Criança pobre
De afectos esquecidos
Nada reclama
Tem sonhos perdidos

Criança pobre
À vida atirada
Tinha tudo
Ficou sem nada

Criança pobre
Sem rumo a nada
Enfrenta a má sorte
Pelos Homens criada.

Raízes M/Peniche

O PRESÉPIO DE BELÉM

Capitulo 4
Passados 9 séculos, no século XIII, mais precisamente no ano de 1223,  S. Francisco de Assis decidiu celebrar a missa da véspera de Natal com os cidadãos de Assis de forma diferente. Assim, esta missa, em vez de ser celebrada no interior de uma igreja, foi celebrada numa gruta, que se situava na floresta de Greccio (ou Grécio), que se situava perto da cidade. S. Francisco transportou para essa gruta um boi e um burro reais e feno, para além disto também colocou na gruta as imagens do Menino Jesus, da Virgem Maria e de S. José. Com isto, o Santo pretendeu tornar mais acessível e clara, para os cidadãos de Assis, a celebração do Natal, só assim as pessoas puderam visualizar o que verdadeiramente se passou em Belém durante o nascimento de Jesus.
Fonte: Natal Todos os Dias

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

NATAL DE HOJE

Somos “bombardeados”, constantemente, nesta época natalícia, com diversos anúncios alusivos à data e que apelam ao consumismo. Normalmente são dirigidos às crianças e suas famílias com vista a satisfazer o consumo muito elevado e a vários níveis. Deparamo-nos, normalmente, com o Pai Natal como promotor de todas estas ofertas. Em resultado disto, por diversas vezes, interrogo-me acerca do objectivo da nossa celebração. Parece que no Natal quem faz anos é o Pai Natal. Afinal onde fica o Menino Jesus? O seu nascimento? A Sagrada Família? O que é o Natal afinal? Se olharmos para o calendário, no dia 25 celebra-se o Nascimento de Jesus Cristo, independentemente de a data estar certa ou não, é isto que celebramos sendo um real motivo de esperança e alegria para o mundo cristão. Se assim é, porque motivo é que deixámos que esta celebração se transformasse num desenfreado momento de consumismo, relegando para segundo plano o Menino Jesus?


Paulo Gonçalves