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terça-feira, 25 de maio de 2010

Esses Momentos

Belos momentos,
Guardados no baú do esquecimento,
nunca completamente fechado.
Lembro o passado.
De volta e meia vem à tona
Essa recordação de ti
Acontecimentos da juventude.
Partilhada e alegre.
Desta vida tão breve.
Que se parte e se esgota.
A dor dilacera a alma.
Pelo acontecimento inesperado
Em mim permanece a saudade
Desse feliz passado.

Paulo Gonçalves.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O 1º ELEMENTO

5 Conflitos

Deparei-me, um destes dias com uma situação que me deixou verdadeiramente perplexo:
Estava eu num local público, esperando ser atendido, quando me apercebo de uma conversa, bem perto de mim, entre duas pessoas, um homem e uma mulher, e que se transformou rapidamente numa discussão.
Aparentemente uma delas, o homem, estava em divida para com a outra. A mulher barafustava dizendo e agredindo verbalmente o homem, apregoando que este lhe devia dez euros desde o Natal. Este defendia-se dizendo que lhe queria pagar ainda nesse mesmo dia e que ainda não lhe fora possível faze-lo. A mulher não se conteve e começou a ameaçar que lhe matava caso não liquidasse a divida. Acabaram por ser interrompidos por uma funcionária que tentou estabelecer a ordem no local sem que o tivesse conseguido sendo que a situação culminou com a intervenção da polícia.
Valeria a pena chegar a tanto por uma divida de dez euros? E ainda que fosse superior, seria necessária esta agressão em público? - É caso para reflectirmos sobre em que seres nos estamos a deixar transformar, afinal só conta para nós o material. Será que é isto que nos faz felizes? Ou será que não temos mais nada em que pensar senão no dinheiro? É que se for só por isto será que vale a pena viver?

Paulo Gonçalves

APONTAMENTOS DA FÉ EM DEUS, PAI E ESPIRITO SANTO

Capitulo 5
A Oração

Rezar é vínculo de ligação com o meu bom Deus. Gosto cada vez mais de rezar o terço. Falar com Deus é muito gratificante, em especial se estiver só e em completo silêncio. Experimentar um Ave-Maria e um Pai-Nosso, ou mais, de joelhos e com os braços em cruz, numa completa humildade e de coração aberto, é algo que nos deixa leves e em perfeita sintonia com o divino.
Paulo Gonçalves

quarta-feira, 19 de maio de 2010

MÁGICA MARESIA

A viagem

A noite fazia-se adivinhar, quando o crepúsculo descia, e pelo desenhado das nuvens cinzentas, que lentamente, iam manchando o céu e apagando o sol, no seu declínio.
-Ufa. Já não vejo a estrada! Vamos parar trinta minutos na próxima estação de serviço, para eu passar pelo sono e depois seguiremos viagem: -. Disse o pai da Sara depois de soltar um longo bocejo.
A Sara dormitava no banco traseiro, enquanto a mãe lhe aconchegava, um casaco fofo, por cima do corpo e a ela se aninhava, para também dormir um pouco.

A Sara acordou e entrou num bosque. Foi andando... Andando! E sem sombra de medo, foi-se envolvendo na paisagem, olhando para tudo o que a rodeava em busca dos pais que deviam estar ali por perto. Viu o verde dos prados, onde serpenteavam as hortas fresquinhas e arvores fruteiras, que confinavam numa eira, de trigo loiro sorridente, de onde espreitava o vermelho das papoilas suas companheiras. Por entre a folhagem, os passarinhos chilreavam, à sua passagem rendiam-se em homenagem, afinando as suas melodias. Nos ramos arrulhavam pombos, cantavam as cotovias e as cigarras faziam coro. Correu o coelhinho branco sarapintado de cinzento, que se sentou sobre as patas traseiras roendo uma cenoura. Mas não foi por muito tempo. Por ter visto a raposa de olhos dourados e pêlo de cor ardente, que vinha na sua peugada. A finória, pôs os olhos em cima da menina, afilou, ainda mais o focinho, e fugiu desconfiada! O sorriso da Sara iluminou-se ao recordar estas imagens nos filmes animados – É da cor da” Lassie” do tio Tiago! – Se calhar, ainda vou ver a pantera cor – de – rosa: - Disse a Sara, e ficou à espera.
Sentou-se numa pedra esburacada de onde brotavam fetos verdinhos, sustentados pelo olho de água que se desfazia em cascata, nascida no alto do rochedo (pedra). Esta docemente ia morrendo no ribeiro de pedra solta e finava num lago onde nadavam alguns peixinhos. Inebriada pela natureza, deitou um olhar no caminho formado por arvores, que se aliavam no seu topo, e viu ao fundo uma luz enevoada.
Seguiu esse trilho e avistou, um senhor já velhinho e de olhar bondoso. Arrastando-se no seu cajado. -Deve ser muito pobre! – Reparou, olhando para os seus pés descalços e as pobres roupas que trajava.
- A menina anda perdida por aqui?! – Perguntou o senhor.
- Não! Ando a ver, se vejo os meus pais: - Respondeu a Sara, mirando o velhinho alto a baixo.
- Os teus pais virão, sim! Mais tarde... - Disse o senhor, passando-lhe a mão pelo cabelo.
A menina, não fez mais perguntas. Mas, ficou a meditar...
Como é que ele sabia, o tempo que iriam demorar?!
Encolheu os ombros e franziu a pequena boca, emocionada, engoliu a seco. O que a impediu de chorar!
- Tens fome? – Perguntou-lhe, o senhor.
- Sim...tenho alguma..: - Respondeu a Sara pausadamente.
Este estendeu um braço e colheu um cacho de uvas.
-“ Come estas uvas e estarás sempre comigo, mesmo que, não estejas presente. Eu estarei sempre contigo, até em pensamento!”:
- Disse o senhor com um sorriso doce.
A Sara hesitou, por lhe ter vindo à lembrança, as recomendações feitas pela mãe, de nunca aceitar nada, dado por ninguém. Contudo, este estranho era diferente. Até parecia que já o conhecia há muito tempo. E comeu as uvas desalmadamente.
O senhor, ao ver a menina, a comer com tanto apetite, convidou-a para cear com ele. Estendeu-lhe a mão, que esta apertou com muita força e dirigiram-se a sua casa que ficava naquela imediação.
A casa era feita de pedras, e coberta de troncos de árvores, e folhas de palmeira e a fazer sombra uma amendoeira. Entrou e viu uma mesa tosca, e alguns bancos e ao fundo um forno, onde cozia o pão.
A Sara sentou-se olhando para todos os lados com curiosidade de criança.
Como se chama o senhor? - Perguntou a Sara
Podes chamar-me Senhor, se quiseres – disse o Senhor
Esta casa é tão pequenina... O Senhor mora aqui sozinho? – Perguntou a Sara.
Sim, moro sozinho! Mas tenho grandes amigos que são visitas da casa. Não tarda muito tempo, estão aí a chegar: - Respondeu o Senhor enquanto dispunha sobre a mesa, um cesto de pão, e algumas malgas, e uma panela de caldo que fumegava!
De repente ouve-se um grande alvoroço. E pela porta dentro, entram uma dúzia de crianças, correndo, irrequietas e sorridentes. Que em volta do Senhor se juntaram. Esperando pelo que este teria para lhes dizer.
-Temos uma visita, que veio cear connosco! Hoje teremos mais uma malga na mesa para a nossa visita que está só de passagem. Anunciou o Senhor.
- OH...!: - Disseram em coro, algo desiludidos por a sua nova amiguinha estar de partida.
Naquele momento, sentaram-se à mesa. Agradeceram a refeição ao Pai. Comeram o pão e o caldo, que a terra lhes deu.
A Sara, no fim da visita, foi agraciada com uma grinalda de flores, que o Senhor colocou na sua cabeça. Para que, pela vida fora, se lembrasse do desvio que fez na viagem.

A madrugada estava desperta. O carro parou, retrocedeu a chave na ignição. O motor ficou em silêncio. Desligou os faróis Desapertou o cinto de segurança
-Chegamos finalmente. Disse o pai da Sara enquanto abria a porta para sair.
A Sara deu um salto. E com os olhos esbugalhados, levou as mãos à cabeça – E perguntou – onde estou? - Com a grinalda nas mãos!
Os pais entreolharam-se, sem encontrarem uma explicação.
A grinalda da Sara jamais morreu. Assim, como a graça que Deus lhe deu, em lhe ter aberto as portas do céu.

Raízes M/Peniche


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domingo, 16 de maio de 2010

PAPA BENTO XVI

Capitulo 13.
Por fim não se deve esquecer o facto, altamente significativo, de que muitos encontram tranquilidade e paz, sentem-se renovados e revigorados quando entram em contacto directo com a beleza e a harmonia da natureza. Existe aqui uma espécie de reciprocidade: quando cuidamos da criação, constatamos que Deus, através da criação, cuida de nós. Por outro lado, uma visão correcta da relação do homem com o ambiente impede de absolutizar a natureza ou de a considerar mais importante do que a pessoa. Se o magistério da Igreja exprime perplexidades acerca de uma concepção do ambiente inspirada no egocentrismo e no biocentrismo, fá-lo porque tal concepção elimina a diferença ontológica e axiológica entre a pessoa humana e os outros seres vivos. Deste modo, chega-se realmente a eliminar a identidade e a função superior do homem, favorecendo uma visão igualitarista da «dignidade» de todos os seres vivos. Assim se dá entrada a um novo panteísmo com acentos neopagãos que fazem derivar apenas da natureza, entendida em sentido puramente naturalista, a salvação para o homem. Ao contrário, a Igreja convida a colocar a questão de modo equilibrado, no respeito da «gramática» que o Criador inscreveu na sua obra, confiando ao homem o papel de guardião e administrador responsável da criação, papel de que certamente não deve abusar mas também não pode abdicar. Com efeito, a posição contrária, que considera a técnica e o poder humano como absolutos, acaba por ser um grave atentado não só à natureza, mas também à própria dignidade humana.
Capitulo 14 (Ultimo)
Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação. A busca da paz por parte de todos os homens de boa vontade será, sem dúvida alguma, facilitada pelo reconhecimento comum da relação indivisível que existe entre Deus, os seres humanos e a criação inteira. Os cristãos, iluminados pela Revelação divina e seguindo a Tradição da Igreja, prestam a sua própria contribuição. Consideram o cosmos e as suas maravilhas à luz da obra criadora do Pai e redentora de Cristo, que, pela sua morte e ressurreição, reconciliou com Deus «todas as criaturas, na terra e nos céus» (Cl 1, 20). Cristo crucificado e ressuscitado concedeu à humanidade o dom do seu Espírito santificador, que guia o caminho da história à espera daquele dia em que, com o regresso glorioso do Senhor, serão inaugurados «novos céus e uma nova terra» (2 Pd 3, 13), onde habitarão a justiça e a paz para sempre. Assim, proteger o ambiente natural para construir um mundo de paz é dever de toda a pessoa. Trata-se de um desafio urgente que se há-de enfrentar com renovado e concorde empenho; é uma oportunidade providencial para entregar às novas gerações a perspectiva de um futuro melhor para todos. Disto mesmo estejam cientes os responsáveis das nações e quantos, nos diversos níveis, têm a peito a sorte da humanidade: a salvaguarda da criação e a realização da paz são realidades intimamente ligadas entre si. Por isso, convido todos os crentes a elevarem a Deus, Criador omnipotente e Pai misericordioso, a sua oração fervorosa, para que no coração de cada homem e de cada mulher ressoe, seja acolhido e vivido o premente apelo: Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação.

Fonte: Mensagem de Paz de Bento XVI

terça-feira, 11 de maio de 2010

Nossa Senhora


"Coisas de Poesia"
*
Eu tenho uma estrelinha
Que brilha! Brilha…
Num cantinho do céu
Estrela tão minha
Está entroncadinha,
Num manto de luz
Que quando se avizinha
A Deus me conduz.
Candeia de mãe,
Que o mundo ilumina
Corredor de amor
Para vida divina.

Paulo Gonçalves

PAPA BENTO XVI

Capitulo 11.
É cada vez mais claro que o tema da degradação ambiental põe em questão os comportamentos de cada um de nós, os estilos de vida e os modelos de consumo e de produção hoje dominantes, muitas vezes insustentáveis do ponto de vista social, ambiental e até económico. Torna-se indispensável uma real mudança de mentalidade que induza a todos a adoptarem novos estilos de vida, «nos quais a busca do verdadeiro, do belo e do bom e a comunhão com os outros homens, em ordem ao crescimento comum, sejam os elementos que determinam as opções do consumo, da poupança e do investimento». Deve-se educar cada vez mais para se construir a paz a partir de opções clarividentes a nível pessoal, familiar, comunitário e político. Todos somos responsáveis pela protecção e cuidado da criação. Tal responsabilidade não conhece fronteiras. Segundo o princípio de subsidiariedade, é importante que cada um, no nível que lhe corresponde, se comprometa a trabalhar para que deixem de prevalecer os interesses particulares. Um papel de sensibilização e formação compete de modo particular aos vários sujeitos da sociedade civil e às organizações não-governamentais, empenhados com determinação e generosidade na difusão de uma responsabilidade ecológica, que deveria aparecer cada vez mais ancorada ao respeito pela «ecologia humana». Além disso, é preciso lembrar a responsabilidade dos meios de comunicação social neste âmbito, propondo modelos positivos que sirvam de inspiração. É que ocupar-se do ambiente requer uma visão larga e global do mundo; um esforço comum e responsável a fim de passar de uma lógica centrada sobre o interesse egoísta da nação para uma visão que sempre abrace as necessidades de todos os povos. Não podemos permanecer indiferentes àquilo que sucede ao nosso redor, porque a deterioração de uma parte qualquer do mundo recairia sobre todos. As relações entre pessoas, grupos sociais e Estados, bem como as relações entre homem e ambiente são chamadas a assumir o estilo do respeito e da «caridade na verdade». Neste contexto alargado, é altamente desejável que encontrem eficaz correspondência os esforços da comunidade internacional que visam obter um progressivo desarmamento e um mundo sem armas nucleares, cuja mera presença ameaça a vida da terra e o processo de desenvolvimento integral da humanidade actual e futura.
Capitulo 12
A Igreja tem a sua parte de responsabilidade pela criação e sente que a deve exercer também em âmbito público, para defender a terra, a água e o ar, dádivas feitas por Deus Criador a todos, e antes de tudo para proteger o homem contra o perigo da destruição de si mesmo. Com efeito, a degradação da natureza está intimamente ligada à cultura que molda a convivência humana, pelo que, «quando a “ecologia humana”é respeitada dentro da sociedade, beneficia também a ecologia ambiental». Não se pode pedir aos jovens que respeitem o ambiente, se não são ajudados, em família e na sociedade, a respeitar-se a si mesmos: o livro da natureza é único, tanto sobre a vertente do ambiente como sobre a da ética pessoal, familiar e social. Os deveres para com o ambiente derivam dos deveres para com a pessoa considerada em si mesma e no seu relacionamento com os outros. Por isso, de bom grado encorajo a educação para uma responsabilidade ecológica, que, como indiquei na encíclica salvaguarde uma autêntica «ecologia humana» e consequentemente afirme, com renovada convicção, a inviolabilidade da vida humana em todas as suas fases e condições, a dignidade da pessoa e a missão insubstituível da família, onde se educa para o amor ao próximo e o respeito da natureza. É preciso preservar o património humano da sociedade. Este património de valores tem a sua origem e está inscrito na lei moral natural, que é fundamento do respeito da pessoa humana e da criação.

Fonte: Mensagem de Paz de Bento XVI

segunda-feira, 10 de maio de 2010

PAPA BENTO XVI

Capitulo 9.
Um dos nós principais a enfrentar pela comunidade internacional é, sem dúvida, o dos recursos energéticos, delineando estratégias compartilhadas e sustentáveis para satisfazer as necessidades de energia da geração actual e das gerações futuras. Para isso, é preciso que as sociedades tecnologicamente avançadas estejam dispostas a favorecer comportamentos caracterizados pela sobriedade, diminuindo as próprias necessidades de energia e melhorando as condições da sua utilização. Ao mesmo tempo é preciso promover a pesquisa e a aplicação de energias de menor impacto ambiental e a «redistribuição mundial dos recursos energéticos, de modo que os próprios países desprovidos possam ter acesso aos mesmos». Deste modo, a crise ecológica oferece uma oportunidade histórica para elaborar uma resposta colectiva tendente a converter o modelo de desenvolvimento global segundo uma direcção mais respeitadora da criação e de um desenvolvimento humano integral, inspirado nos valores próprios da caridade na verdade. Faço votos, portanto, de que se adopte um modelo de desenvolvimento fundado na centralidade do ser humano, na promoção e partilha do bem comum, na responsabilidade, na consciência da necessidade de mudar os estilos de vida e na prudência, virtude que indica as acções que se devem realizar hoje na previsão do que poderá suceder amanhã.
Capitulo 10
A fim de guiar a humanidade para uma gestão globalmente sustentável do ambiente e dos recursos da terra, o homem é chamado a concentrar a sua inteligência no campo da pesquisa científica e tecnológica e na aplicação das descobertas que daí derivam. A «nova solidariedade», que João Paulo II propôs na Mensagem. A «solidariedade global», a que eu mesmo fiz apelo na Mensagem apresentam-se como atitudes essenciais para orientar o compromisso de tutela da criação através de um sistema de gestão dos recursos da terra melhor coordenado a nível internacional, sobretudo no momento em que se vê aparecer, de forma cada vez mais evidente, a forte relação que existe entre a luta contra a degradação ambiental e a promoção do desenvolvimento humano integral. Trata-se de uma dinâmica imprescindível, já que «o desenvolvimento integral do homem não pode realizar-se sem o desenvolvimento solidário da humanidade». Muitas são hoje as oportunidades científicas e os potenciais percursos inovadores, mediante os quais é possível fornecer soluções satisfatórias e respeitadoras da relação entre o homem e o ambiente. Por exemplo, é preciso encorajar as pesquisas que visam identificar as modalidades mais eficazes para explorar a grande potencialidade da energia solar. A mesma atenção se deve prestar à questão, hoje mundial, da água e ao sistema hidrogeológico global, cujo ciclo se reveste de primária importância para a vida na terra, mas está fortemente ameaçado na sua estabilidade pelas alterações climáticas. De igual modo deve-se procurar apropriadas estratégias de desenvolvimento rural centradas nos pequenos cultivadores e nas suas famílias, sendo necessário também elaborar políticas idóneas para a gestão das florestas, o tratamento do lixo, a valorização das sinergias existentes no contraste às alterações climáticas e na luta contra a pobreza. São precisas políticas nacionais ambiciosas, completadas pelo necessário empenho internacional que há-de trazer importantes benefícios sobretudo a médio e a longo prazo. Enfim, é necessário sair da lógica de mero consumo para promover formas de produção agrícola e industrial que respeitem a ordem da criação e satisfaçam as necessidades primárias de todos. A questão ecológica não deve ser enfrentada apenas por causa das pavorosas perspectivas que a degradação ambiental esboça no horizonte; o motivo principal há-de ser a busca duma autêntica solidariedade de dimensão mundial, inspirada pelos valores da caridade, da justiça e do bem comum. Por outro lado, como já tive ocasião de recordar, a técnica «nunca é simplesmente técnica; mas manifesta o homem e as suas aspirações ao desenvolvimento, exprime a tensão do ânimo humano para uma gradual superação de certos condicionamentos materiais. Assim, a técnica insere-se no mandato de “cultivar e guardar a terra” (cf. Gn 2, 15) que Deus confiou ao homem, e há-de ser orientada para reforçar aquela aliança entre ser humano e ambiente em que se deve reflectir o amor criador de Deus».


Fonte: Mensagem de Paz de Bento XVI

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O 1º ELEMENTO

Capitulo 4
Confiança
A nossa vida é influenciada pela sociedade, através dos ritmos impostos pela economia e pelas políticas locais e globais.
Nos dias que correm, assistimos a um permanente crescimento de falta de confiança nas pessoas e apodera-se de nós um sentimento de profundo vazio existencial.
Quase ninguém consegue centrar as suas forças nas questões essenciais e humanas. A nossa revolta existencial advém do simples facto de nos entregarmos à nossa própria fragilidade e fraqueza humana. Os valores do alto estão um bocado esquecidos e a nossa fé é simplesmente a nossa fé. Os dias tristes e monótonos das nossas vidas são pautados pela mera percepção de que vivemos para morrer e a partir daí nada mais existe.
Quando conhecemos verdadeiramente Cristo, ganhamos uma confiança e espaço para algo muito reconfortante que nos impulsiona para a vida e para a esperança da ressurreição. Ao ganharmos intimidade com Deus, passamos a dar valor ao que realmente importa e o sentido desta nossa vida altera-se por completo, canalizando a nossa força para o bem comum e para a realização plena e humana quer a nível pessoal, profissional e familiar. Experimentar Cristo nas nossas vidas é experimentar vencer a morte.

Paulo Gonçalves

APONTAMENTOS DA FÉ EM DEUS, PAI E ESPIRITO SANTO

Capitulo 4
Eu quero ser….
Jesus amado,
um vaso novo!

Nossa senhora pediu aos três pastorinhos para rezar o terço todos os dias.
Eu quero ser uma pessoa cada vez melhor. Sinto que tenho muitas imperfeições e ficaram-me na memória as frases que o Anjo pronunciou aos três pastorinhos.
“Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não vos amam.
Paulo Gonçalves

PAPA BENTO XVI

Capitulo 7.
Infelizmente temos de constatar que um grande número de pessoas, em vários países e regiões da terra, experimenta dificuldades cada vez maiores, porque muitos se descuidam ou se recusam a exercer sobre o ambiente um governo responsável. Lembrou que «Deus destinou a terra com tudo o que ela contém para uso de todos os homens e povos». Por isso, a herança da criação pertence à humanidade inteira. Entretanto o ritmo actual de exploração põe seriamente em perigo a disponibilidade de alguns recursos naturais não só para a geração actual, mas sobretudo para as gerações futuras. Ora não é difícil constatar como a degradação ambiental é muitas vezes o resultado da falta de projectos políticos clarividentes ou da persecução de míopes interesses económicos, que se transformam, infelizmente, numa séria ameaça para a criação. Para contrastar tal fenómeno, na certeza de que «cada decisão económica tem consequências de carácter moral», é necessário também que a actividade económica seja mais respeitadora do ambiente. Quando se lança mão dos recursos naturais, é preciso preocupar-se com a sua preservação prevendo também os seus custos em termos ambientais e sociais, que se devem contabilizar como uma parcela essencial da actividade económica. Compete à comunidade internacional e aos governos nacionais dar os justos sinais para contrastar de modo eficaz, no uso do ambiente, as modalidades que resultem danosas para o mesmo. Para proteger o ambiente e tutelar os recursos e o clima é preciso, por um lado, agir no respeito de normas bem definidas mesmo do ponto de vista jurídico e económico e, por outro, ter em conta a solidariedade devida a quantos habitam nas regiões mais pobres da terra e às gerações futuras.
Capitulo 8
Na realidade, é urgente a obtenção de uma leal solidariedade entre as gerações. Os custos resultantes do uso dos recursos ambientais comuns não podem ficar a cargo das gerações futuras. «Herdeiros das gerações passadas e beneficiários do trabalho dos nossos contemporâneos, temos obrigações para com todos, e não podemos desinteressar-nos dos que virão depois de nós aumentar o círculo da família humana. A solidariedade universal é para nós não só um facto e um benefício, mas também um dever. Trata-se de uma responsabilidade que as gerações presentes têm em relação às futuras, uma responsabilidade que pertence também a cada um dos Estados e à comunidade internacional». O uso dos recursos naturais deverá verificar-se em condições tais que as vantagens imediatas não comportem consequências negativas para os seres vivos, humanos e não humanos, presentes e vindouros; que a tutela da propriedade privada não dificulte o destino universal dos bens; que a intervenção do homem não comprometa a fecundidade da terra para benefício do dia de hoje e do amanhã. Para além de uma leal solidariedade entre as gerações, há que reafirmar a urgente necessidade moral de uma renovada solidariedade entre os indivíduos da mesma geração, especialmente nas relações entre os países em vias de desenvolvimento e os países altamente industrializados: «A comunidade internacional tem o imperioso dever de encontrar as vias institucionais para regular a exploração dos recursos não renováveis, com a participação também dos países pobres, de modo a planificar em conjunto o futuro». A crise ecológica manifesta a urgência de uma solidariedade que se projecte no espaço e no tempo. Com efeito, é importante reconhecer, entre as causas da crise ecológica actual, a responsabilidade histórica dos países industrializados. Contudo os países menos desenvolvidos e, de modo particular, os países emergentes não estão exonerados da sua própria responsabilidade para com a criação, porque o dever de adoptar gradualmente medidas e políticas ambientais eficazes pertence a todos. Isto poder-se-ia realizar mais facilmente se houvesse cálculos menos interesseiros na assistência, na transferência dos conhecimentos e tecnologias menos poluidoras.
Fonte: Mensagem de Paz de Bento XVI

terça-feira, 4 de maio de 2010

A MARIA

*
Obrigado mãe!
Por este dia.Pela minha vida.
Pela minha família.
Por seguires os meus passos.
Por sentir tanto a tua presença.
Por gostares tanto de mim.
Por saberes que gosto tanto de ti.
Por nunca me abandonares.
Por me conduzires a Cristo!
Para sempre seja louvado nosso senhor Jesus Cristo,
sua e nossa mãe,
Maria Santíssima !
*
PAULO GONÇALVES

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O PORTUGUÊS, MESMO PORTUGUÊS!

*
Valha-me meu Deus!
Nesta vida malvada!
Chegou o fim do Mês.
O ordenado não chega para nada!
Já comprei 8 salsichas,
Para os sete dias da semana.
No Domingo como duas.
É dia de fartazana!
Esta vida é muito dura.
Tenho contas para pagar.
Já apertei mais o cinto.
Sinto-me afogar!
O défice não acerta.
Mal crónico português.
Vou fazer mais um crédito!
Para pagar os outros três.
Que lindo futuro tenho.
Neste país de adorar.
Vou acabar com a despesa.
Debaixo da ponte vou morar.
O meu vencimento estagnou!
Continua a congelar!
Já paguei tantos impostos!
Às rochas, vou-me atirar!

Paulo Gonçalves

O 1º ELEMENTO

3 Consumismo
*

Quase ninguém consegue viver e construir a sua vida sem ter por base um, dois, três ou mais créditos. São vários e conseguidos das mais diversas maneiras pelas diferentes instituições financeiras.
Hoje usa-se e abusa-se do cartão de crédito. A casa, o carro, as obras lá em casa, mobílias, férias, computadores, e até vestuário, tudo se adquire recorrendo ao crédito.
Hoje verificamos que muitas famílias estão completamente “estranguladas” porque não conseguem liquidar tantas prestações e recorrem a crédito adicional para pagar os créditos mais antigos. Sendo este um ciclo vicioso, aniquila a tranquilidade de qualquer família conduzindo-a à rotura. Os reais valores estão trocados. Aquilo que o homem pede é tudo menos o que vem do alto. O desejo de possuir bens materiais sobrepõe-se a tudo. A gestão das nossas vidas torna-se tanto mais desastrosa à medida que aumenta o nosso desejo de consumir.

Paulo Gonçalves

APONTAMENTOS DA FÉ EM DEUS, PAI E ESPIRITO SANTO

Capitulo 3
O Terço
(A Descoberta)

Um mês depois do meu “Cursilho de Cristandade”, aconteceu o “Cursilho” da minha mulher e foi aí que descobri, verdadeiramente, o poder do terço.
Muitas foram as dificuldades que ela sentiu, chegando ao ponto de querer interromper a sua formação espiritual. Foi um momento penoso e difícil. Eu desejava muito que ela sentisse a mensagem que Deus tinha para lhe dar. Nesta situação pedi ajuda aos amigos cursistas, que nos convidaram a fazer o “Cursilho”. Resolvemos, então rezar o terço de joelhos. Também em Fátima, local onde acontecia o curso das mulheres, as colegas se juntaram para rezar à mesma hora em que o fazíamos em Peniche. No dia seguinte, para nosso espanto, ficou atenta, começou a gostar e falou com Deus. Também fez a sua primeira confissão e comunhão e no final nem queria regressar a casa.
*

Paulo Gonçalves

sábado, 24 de abril de 2010

SER

"Coisas de Poesia"

Comprova-se assim,
Indecência humana.
Que do profundo emana
Com rasgos de leviana.
Maledicência e palavra,
falsidade profana.
Quem disse ser maldade?
Quem quis ser algo mais?
Afinal, que legitimidade tem,
quem não proclama o bem?
Engrandecendo a maldade,
na mente insana tem
pensamento de vaidade,
pois, por pura leviandade
o mal em si comanda.
E o bem não lhe vem.

Paulo Gonçalves

quinta-feira, 22 de abril de 2010

APONTAMENTOS DA FÉ EM DEUS, PAI E ESPIRITO SANTO

Capitulo 2
“Mês de Maria 2007”

Este mês de Maria (Maio de 2007) teve um grande significado por nele se ter manifestado em mim o grande amor de Deus. Foi a primeira vez que o vivi assim, muito por força da vivencia que tive no final de Janeiro e inicio de Fevereiro com o sim que dei a um “Cursilho de Cristandade”. Foi uma vivencia muito intensa e especial com o Espírito Santo. Ao ser chamado a este curso de cristandade, ficou muito claro que Deus queria muito mais de mim e que tinha também muito mais para me dar. Este curso era totalmente desconhecido, em termos de conteúdo, para mim, no entanto confiei sempre no meu bom Jesus, que me inundou de alegria com este convite.
O “Cursilho” ocorreu no Turcifal e o que vivi foi pleno. Fiz a minha primeira confissão, a primeira comunhão e falei com Deus. Manifestei o desejo de voltar a casar-me. Com este “Cursilho”, trouxe na bagagem uma fé reforçada, uma felicidade por sentir a presença do senhor na minha vida e uma mão cheia de amigos, com os quais tenho vivido grandes momentos em Cristo.
*

Paulo Gonçalves

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O 1º ELEMENTO

2 Educação

Não ser possuidor de um computador é algo impensável nos dias de hoje. As tecnologias de informação são indispensáveis e o nosso mundo, é actualmente, uma aldeia global. A aprendizagem é puramente acessível a qualquer cidadão. Os pais são impelidos a oferecerem computadores aos seus filhos e na grande maioria dos casos não existe sequer um controlo sobre o que eles fazem quando passam horas infinitas na Internet. Hoje deparamo-nos com crianças e jovens que são aliciadas através deste tipo de comunicação indo parar, muitas vezes, a redes de pedofilia e prostituição. A falta de tempo e o ritmo de vida actual parecem ser a desculpa para este descuido educacional. Como forma de compensação, os pais tendencialmente, vão satisfazendo os desejos materialistas dos filhos que também se espelham nos próprios pais.
Paulo Gonçalves

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O Cristo Ressuscitado

"Mágica Maresia"

Não era um dia como tantos outros, no Museu Nacional. Esperava-se uma grande azáfama pois tinha sido recebida a magnífica obra que tinha ganho o prémio do ano, e que passaria a estar exposta por oferta do seu criador.
Raul jamais pensara que aquele Cristo Ressuscitado lhe devolvesse o reconhecimento do público numa hora tão difícil da sua vida. A doença da sua filha tinha sido ultrapassada e como agradecimento nasceu no seu âmago, a vontade de criar uma escultura do Cristo Ressuscitado.
Em tons de esperança, de braços abertos, expressão de ternura e com olhar de uma felicidade vitoriosa, suscitou as mais variadas atenções, conquistando assim, o prémio mais desejado e que inundou o seu criador de felicidade.
A cerimónia de apresentação da obra decorrera da melhor forma possível. Muito público, ávido de conhecer esta, tão, famosa obra.
Dia após dia o seu autor dirigia-se ao Museu, nunca esquecendo de visitar o motivo do seu contentamento. Era sempre recebido com um simpático sorriso.
- Bom dia Jerónimo. Cá estou de novo.
- Bom dia Sr. Raul. Nunca esquecemos os nossos filhos. Retorquiu o porteiro do Museu.
Aproximando-se do seu Cristo, mantinha diariamente, um diálogo com ele.
- Olá meu amigo. Aqui estou de novo. Não posso deixar de te visitar, minha obra muito amada! Se pudesse, levava-te comigo, mas seria egoísmo meu, privando os outros de te visitar. Sei que ficas feliz por me ver e sei que isso significa para ti, ausência de esquecimento.
O Cristo parecia transparecer contentamento por não ser esquecido pelo seu criador.
Com o passar dos anos, as visitas de Raul foram-se tornando menos assíduas. Primeiro passou a visitar a sua obra dia sim, dia não, e depois o espaço de tempo entre as visitas foi-se alargando. As imponentes escadarias do Museu não eram possuidoras de contemplação para com o avanço da sua idade. As árvores, outrora mágicas de cor e libertação de perfumes inesquecíveis, hoje pareciam-lhe pesarosas e algo rudes, trazendo-lhe duras saudades da sua juventude.
Um certo dia, já muito cansado, abeirou-se tristemente da sua obra.
- Meu caro e fiel filho muito amado. Estou vencido pelo cansaço. Sei que tenho vindo menos vezes, sinto-me sem forças. É difícil chegar até aqui. Não fiques triste! Quero que saibas que foste muito importante para mim e que nunca te esquecerei. Quanto ao resto sei que continuarás a ser visitado e amado por todos e que jamais te poderei agradecer por continuares a divulgar o meu nome. Sentirei saudades de ti, afinal eu partirei e tu ficarás sempre!
Cambaleando e com dificuldade conseguiu abraçar-se à sua obra perante o olhar comovido do porteiro.
Os dias foram passando e Raul não mais voltou ao Museu. O Cristo permaneceu de braços abertos impávido e sereno, muito embora, com uma aparente tristeza. Talvez com saudade do seu dono que nunca mais o visitou, talvez sentindo que o que nos faz feliz é o laço que nos prende e amarra ao nosso próprio criador.
A vida vai passando e as nossas obras ficam. O espelho das nossas vidas e o que resta delas é aquilo que fomos e que deixamos como recordação.
Se fizeste uma boa obra deixaste uma marca positiva para todo sempre.
Se criaste no amor, o teu amor prevalecerá!
Para sempre seja louvado o amor deixado pelo nosso criador! Revendo-se em felicidade, Jesus Cristo! Nosso Senhor.

Paulo Gonçalves

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O Relógio

Sou o relógio embutido
na torre da igreja,
da Santa Casa da Misericórdia.
Remonto três séculos passados.
Rodei os ponteiros e li o tempo.
Fui um ícone na História.
O relojoeiro que me concebeu,
dotou-me de um carrilhão.
Toquei de quarto em quarto de hora
E na diferente hora.
Trabalhei com precisão!

Nesse tempo, eu era outro...
Já não sou aquilo que era!

Chamei a culto, os fiéis a Deus
E na saída das procissões.
Registei horas a nascidos e finados.
Dei horas de angústia e felicidade.
Contei horas para monarcas
e outros brasões do passado.
Toquei nas rebeliões.
Vivi glórias e derrotas,
das quais já não há memória!

Os tempos são outros...
Já não são aqueles que eram!

Vim do passado, sempre rodando.
Pelo Homem, fui traído.
O meu coração foi trocado, sem dó ou piedade,
por outro... A electricidade movido.
Dou um toque ao quarto de hora.
Aumento um até chegar a hora.
E quatro toques na hora civil
Trabalho das oito horas às
Vinte e duas.
Das vinte e duas às oito,
no silêncio sou confundido,
com um relógio senil!

As gentes são outras...
Já não são aquelas que eram!

Raízes M/Peniche