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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

ENCONTRO

"Nossa Poesia"

Falas de tudo!
Dizes algo.
Prolongas a magia,
De um simples bom dia.
Quem diria…Quem diria?
Que talvez um dia…
Te reconheceria
Nesse longo comunicar.
Confesso que, com este momento, sonhei.
E que ainda me habilitei
Sempre que nestas ruas,
Com essa ilusão me cruzei.
Ainda que em nada dê!
Vale-me a consolação
De aliviar o meu coração,
Que por ti tem respirado paixão.


Paulo Gonçalves

sábado, 24 de janeiro de 2015

CAMINHO VERDADE E VIDA (3ª SÉRIE)

22 

Deus ofereceu santidade ao tempo através do seu filho, Jesus. O mundo passou a contar com um mandamento de amor físico e real.
Obrigado senhor, por te fazeres vivo na minha vida.
Obrigado senhor, porque tornas os momentos menos bons em momentos de esperança.
Porque me abres os olhos e ajudas a ver sempre algo de bom naquilo que acho que está mal.
Obrigado porque a tua presença me dá força, reforça a minha fraca confiança, alimenta a minha fé e invade a minha vida com princípios de verdade, humildade, honestidade e amor.


Paulo Gonçalves

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

DURO CAMINHO


Cá vamos seguindo nesta caminhada
Sinuosa, inóspita… Feroz e dura!
Íngreme e esburacada calçada.
Dilacera-me a alma e leva-me à secura.
Não fosse a minha competência
Na arte de dialogar.
Não passaria de aparência
Este nosso compassar.
Que grande ilusão a minha
Querer pensar que não pensando
Eu iria caminhando
Qual águia sobrevoando,
De mansinho pelo ar.
E nem sequer os espinhos
Em mim, sentiria o seu rasgar!


Paulo Gonçalves

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

CAMINHO VERDADE E VIDA (3ª SÉRIE)

20
Interrogo-me, por vezes, por que motivo me preocupo em ser uma pessoa melhor.
Por que motivo necessito de falar e me torturar com comportamentos que, em mim, não aprovo e que me levam a constatar aquilo que, enfim, sempre soube; eu sou muito imperfeito.
No entanto e ao mesmo tempo, não posso deixar de me sentir feliz por ser assim. Não que eu goste deste comportamento mas porque existe em mim um alerta constante que me impele para o reprovar.
Agradeço-te senhor, por me mostrares o caminho, por me fazeres sentir através do teu amor, teu testemunho e da tua palavra, que me posso salvar oferecendo aos outros um pouco de ti sendo que assim não avanço ao sabor do vento e sim ao teu doce sabor.


Paulo Gonçalves

sábado, 1 de fevereiro de 2014

CAMINHO VERDADE E VIDA

16
Milhares de pessoas morrem de sida todos os anos. A ajuda humanitária escasseia. Em certos países há falta de tudo incluindo o saneamento básico e os cuidados de saúde primários.
A fome mundial alastra e toda a ajuda é pouca. Morrem milhares de pessoas com fome, doenças e vítimas de guerra.
Falta tanto amor no nosso mundo! Preocupo-me senhor, com tanta coisa da minha vida, e por vezes lembro-me destas vidas esquecidas. Como me sinto egoísta e culpado. Como gostaria de não me sentir assim e que isso significasse abundancia e igualdade para todos.
Ajuda-me senhor, a encontrar meios e energia para olhar e ajudar o meu irmão. Ajuda-nos senhor, a ajudar, e incute-nos essa vontade, que ela venha do coração, para melhorar um pouco este nosso mundo tão egoísta que só se idealiza em economia e avareza.


Paulo Gonçalves

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O CASTELO

"Mágica Maresia"

Construir um castelo todo feito de ar era o que sentia Tiago, aquele pescador de olhos tristes e que a vida tanto maltratara. Naquele dia sabia que tudo se poderia perder. O que restava também não era grande coisa. Depois de ter perdido os pais e ganho a incompreensão de sua mulher, já nada importava.
O vento, teimosamente soprava, e nem a ténue esperança de uma recusa de aventura o consolavam. De facto a ordem de ir para a faina do mar mantinha-se inalterada.
Ao chegar ao cais ainda parafraseou para Joaquim, seu mestre;
- O mar não está de feição!
- Quero lá saber! Temos que nos aventurar! Quem não arrisca não petisca! – Respondeu Joaquim.
As gaivotas esvoaçavam aquele cinzento céu, numa lamúria flamejante, quando o barco já rasgava as águas do mar, aquele barco que lhe devolvera a esperança de vida. O coração palpitava de ansiedade e nervosismo. O medo tomara conta do seu ser.
Em alto mar, chuva e vento turvavam-lhe os olhos e a alma. A instabilidade do que o rodeava comparava-se à sua própria instabilidade.
Por fim os gritos vitoriosos de Joaquim fizeram com que acordasse para o que estava a acontecer…
- Força! Força! O peixe é nosso!
De uma só vez, a oval de rede descarregou uma quantidade enorme de peixe.
- Vamos voltar. Temos venda! – Exclamou Joaquim para a sua “companha” que vibrava de alegria.
De volta a terra o vendaval teimou na sua revolta e o mar respondeu.
Uma enorme vaga avançou em direcção à embarcação que quase tombou. A chegada à barra tudo se tornou mais complicado.
- Tenham calma! Vistam os coletes! - Ordenou Joaquim.
Imediatamente se dirigiu para o rádio em busca de ajuda.
Tiago estava em pânico, a sua vida poderia acabar naquele momento.
Nova, e maior vaga, se aproximava. O desespero apoderou-se de si e em altos brados dirigiu o seu olhar aos céus.
- Meu Deus, mais nada me resta! Nunca acreditei em ti! Neste momento dirijo-me àquele em que nunca acreditei. Tem piedade de mim, da minha mulher e do meu filho. Só tu me podes salvar! Ajuda-me!
De imediato a embarcação se inclinou perante a força da vaga e encarreirou ganhando velocidade para a entrada do porto. Jamais poderia acreditar que estava fora de perigo. Sentiu que Jesus o ouvira naquela hora de aflição. A emoção aflui-lhe aos olhos.
A chegada ao cais fora inesquecível, avistara ao longe a sua mulher, aflita, com o seu filho ao colo.
- Maria, eu não te largo mais. Tu e o meu filho são as minhas maiores riquezas. Hoje descobri um novo e grande amigo.
- Quem?
- Aquele que me salvou a vida no mar e em terra, chama-se Jesus.
Os olhos de Maria ficaram mar pelo verdadeiro milagre de amor ocorrido na vida do seu marido.
Quantos de nós ainda somos como São Tomé e mesmo com tantos milagres na nossa vida ainda necessitamos de visão porque o que o nosso coração alcança não consegue sentir Deus.

Paulo Gonçalves



A TI!

Que cada um saiba viver em respeito!
Pelo próximo, por si mesmo.
Que cada um saiba viver em amor!
Ao próximo, a si mesmo.
Que cada um valorize a liberdade!
A do próximo e a sua.
Que a linha da sua vida não seja pisar a linha da vida do outro.
Que a sua prosperidade não seja à custa de alguém.
Que cada vida se construa em conjunto.
Que cada um saiba valorizar, construir e ofertar.
Que a família seja o sustentáculo de si mesmo…
E que nela estejam os ensinamentos do filho do homem.
A luz que combate as trevas e se leva ao mundo.
Que nada se perca e que tudo se construa e transforme.
Que a tua conversão seja um novo caminho.
Tu tens tudo para dar por isso não percas tempo.
Voa, voa com o vento!


Paulo Gonçalves

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A SINA

"Mágica Maresia"

Passava por um típico bairro de Barcelona, altos prédios impunham-se muito altos e em direcção ao infinito. Olhando para cima conseguia vislumbrar um diminuto corredor de céu e o Sol não se via. As pessoas podiam tocar-se com as mãos, de janela a janela. Os vasos, junto das portas e dentro das varandas, estavam repletos de plantas em flor. Os moradores confraternizavam entre si na base do conhecimento de longa data. A calçada era feita de relevos moldados pelo tempo. As paredes caiadas e envelhecidas. O ar mal circulava. Passeava lentamente, absorvendo cada ponto daquela rua estreita. Não tinha pressa em chegar ao fim. Vivia-se um ambiente inerente a uma qualquer rua de uma qualquer cidade antiga.
A miséria estava latente, cães e gatos procuravam comida, se tinham dono não parecia pois não se incomodavam com eles. O lixo espalhado também era visível e indicava o que os moradores daquela rua comiam. Os vidros das janelas deixavam ver cortinas de pano gastas pelo passar dos anos permitindo antever a condição económica dos seus habitantes. Perto do fim da rua, uma mulher vendia flores e uma outra, diverso peixe. Mais ao fundo, uma mulher com olhar triste e aspecto rude, apregoava:
-Venha freguês! Venha saber a sua sina! Aproximei-me e indaguei:
-É verdade? Adivinha o futuro?
-Sim. Mostre-me a sua mão e ficará a saber de tudo!
Senti medo e fiquei sem saber o que fazer. Finalmente e depois de tanta hesitação, não resisti e quis saber o futuro.
Vais ser muito feliz! – Dizia. - Vais ter uma vida fácil, vais conquistar o mundo, ultrapassarás todas as barreiras, serás invencível, morrerás velho, muito velho, mas cego! Tens uma sina igual à minha!
Fiquei aterrorizado, paguei e afastei-me de imediato. Achei a mulher ignorante. Fui culpado, ninguém me mandou ser tão curioso, vivia agora um pesadelo, tinha ouvido um monte de mentiras e ainda por cima tinha pago para ouvir tanta inutilidade. Arranjei um problema que me perseguiu pela vida fora, pesadelos assolavam-me durante a noite e vivia constantemente o medo que as palavras daquela mulher produziram em mim. Posteriormente a vida profissional levou-me a diversas partes do mundo, sempre acompanhado por este pesadelo.
Findo o meu percurso profissional, tinham-se passado muitos anos, a curiosidade era crescente e decidi regressar àquela rua de novo. Os pensamentos sempre presentes. Será que a mulher já faleceu? Isso seria mais que normal, já tinha uma certa idade quando me leu a sina.
Ao chegar, constatei que grande número de artérias tinha sido alterado. Casas novas, maiores e mais bonitas. O chão tinha sido alcatroado, era visível a evolução. Num local ou noutro, restavam alguns edifícios antigos. Das vendedoras de flores e peixe nem sinal. Os cães e os gatos por ali continuavam. Fui caminhando e revivendo o passado. O meu coração batia velozmente, até que visualizei o fundo da ruela, aterrorizei, o meu coração parecia querer sair de dentro de mim. Parei, respirei bem fundo e por fim senti-me melhorar. Sentada à entrada da porta, estava uma mulher vestida de preto e não se tratava de uma mulher qualquer. Que idade teria? Perguntei-me. Eu nem queria acreditar, será que é mesmo ela? A mentirosa? Perguntei-me várias vezes.
Fui-me aproximando com receio e com coragem dirigi-lhe a palavra:
-Então a senhora ainda lê a sina?
-Quem está aqui? Perguntou.
Fiquei arrepiado.
-Há muitos anos leu-me a sina, aqui neste mesmo lugar. Recorda-se?
Entretanto, abeira-se da porta, vinda do interior da casa, uma mulher mais nova e era parecida com a outra.
-Quer que lhe leia a sina, senhor? Perguntou com naturalidade.
-Não, ela leu-ma há muitos anos.
-Agora já não pode ler. Está cega. Eu posso ler-lhe sou neta dela.
-Nem pensar, ela disse-me que a minha sina era igual à dela. Chega de pesadelo! E fugi apressadamente.

Nunca mais quis acreditar na leitura da sina.
Passaram vinte anos e hoje agradeço ao João, meu neto, que escreve isto para o meu blogue pois eu não consigo mais. Estou cego e não vou voltar a ver, foi-me diagnosticada a morte dos lóbulos occipitais do canal da visão.

Baseado numa história verídica
Escrito e adaptado por Paulo Gonçalves.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

CAMINHO VERDADE E VIDA

14

Hoje, pela manhã, abri, como habitualmente, a janela do meu quarto. De imediato entrou a brisa refrescante da manhã. O sol inundava de claridade toda a rua. Olhei para o azul do céu e pareceu-me que o sofrimento da minha vida terrena não fazia sentido. Naquele momento Jesus oferecia-me o seu bom dia.
Senhor! Ajuda-me a aceitar a tua vontade e a reconhecer todo o bem que me ofereces todos os dias e em todas as coisas, pois só deste modo conseguirei seguir sem medo e confiante que tu me agarraste e colocaste no teu colo para a teu lado seguir.


Paulo Gonçalves

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

EVENTOS DA NOSSA CIDADE

Campeonato Mundial de Surf
4
Um sucesso absoluto. Surfistas de todo o mundo elegem Peniche Capital da Onda como tendo a melhor onda do planeta. Quer a sul, quer a Norte Peniche oferece condições de eleição para a prática deste desporto. O mundo assiste a este espetacular evento que só nesta cidade pode ter a projeção que tem. Simplesmente a não perder.

Paulo Gonçalves

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

CAMINHO VERDADE E VIDA

2ª SÉRIE

13

Há dias em que os dias nos fogem fazendo-nos sentir perdidos.
Há dias em que nos apagamos, arrastamos os pés e sentimos que nada vale a pena.
Há dias em que apetece desistir.
Hoje pode ser um desses dias, no entanto há dias em que temos a capacidade de transformar as pedras em pão, o escuro em claridade, a solidão em companhia, a tristeza em alegria. Esses são os dias em que podemos encontrar alguém que dá sentido à nossa existência.
Ajuda-nos senhor, a que esses dias sejam todos os dias e que neles te encontremos para que não nos percamos mais.


Paulo Gonçalves

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

REVOLTA

"Ventos de Poesia"

A revolta encontrada
No meu coração magoado
Traduz a treva
Que me conduz ao pecado
Sentimento que não quero!
Tormento que não procuro!
Sinto que desespero
Neste precipício obscuro
Minha dor! Minha dor!
Não consigo vislumbrar.
Se és puro ódio

Causado pelo verbo amar.

Paulo Gonçalves

sábado, 24 de agosto de 2013

O MEU CANTINHO SOLITÁRIO

34
(ÚLTIMO)
As moedas desgastam-se com o passar dos anos. A obra, os edifícios, as estradas, os aparelhos e tudo o que o homem tem construído, ao longo de gerações, vai-se deteriorando. Jesus passa de geração em geração e mantém-se século após século.
A sua palavra não passa. Porque será?
Paulo Gonçalves

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

CAMINHO VERDADE E VIDA

12

Hoje, logo pela manhã sai de casa, como habitualmente faço. Ao caminhar não pude deixar de sentir o maravilhoso calor, produzido pelo sol, na minha pele. Vieram à tona recordações dos Invernos da minha infância em que chovia tanto. Interrogo-me senhor, por que motivo mudaram tanto, os nossos invernos? Por que motivo, em certos Invernos quase não chove?
É triste verificar que o nosso país tende a ficar deserto.
Infunde senhor, em nós, a preocupação, o respeito e o cuidado para com o planeta, para que esta situação se reverta de maneira a que a terra não se torne num local onde seja impossível viver.


Paulo Gonçalves

quinta-feira, 4 de julho de 2013

CAMINHO VERDADE E VIDA

11

Sabemos que no meio laboral as pessoas trabalham em grupo. Sabemos também que para que o trabalho se realize tem que existir alguém que o comande; o chefe. É provado, também, que para se conhecer bem uma pessoa, nada melhor que lhe colocar o poder nas mãos.
O que se deve exigir de um cargo de chefia? A realização do trabalho, a superação dos objetivos, a criatividade e a produtividade. Tudo isto é muito importante pena é que, na grande maioria dos casos, os chefes não tenham a capacidade de colocar os interesses dos seus colaboradores acima dos seus próprios interesses.
Infunde em nós, senhor, a capacidade de pensar no outro valorizando o seu trabalho e acima de tudo na sua dignidade humana sendo condição essencial para que cresça entre nós o amor de Deus.

Paulo Gonçalves