EM 2023 O BLOGUE VAI CONTINUAR A MARCAR A SUA LEITURA ENTRE TANTAS OUTRAS COISAS.
UM BLOGUE TEMÁTICO E CULTURAL
SEGURANÇA DE TEXTOS E DE TODOS OS TRABALHOS

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O MEU CANTINHO SOLITÁRIO

8
Desde meados do século 20, o horário de trabalho tem tendência a uma redução progressiva. Nos anos 80 e 90, tende a flexibilizar-se com turnos e tempos de trabalho variáveis ou parciais de forma a conseguir uma máxima produtividade. Em 1986, Portugal, adere à Comunidade Europeia (CEE) verificando-se um grande salto qualitativo em termos das infra-estruturas necessárias no nosso país com base nos fundos comunitários. Com o incremento a nível económico repercutiu-se em termos sociais, e na verdade a sociedade mudou. Neste momento, seria bom reflectirmos sobre a evolução actual. Será que, neste momento, evoluímos?
Paulo Gonçalves

MONSENHOR BASTOS

Capitulo 8

Mais recentemente, o clube “Stella Maris” foi sujeito a uma profunda remodelação por todas as salas, café e secretaria paroquial. A igreja de Nossa Senhora de Ajuda sofreu também uma ampla remodelação, um grande desejo de Monsenhor Bastos. Deu-se também início à construção do novo Lar de Santa Maria.
Tinha um grande carinho pelos diversos grupos; Escuteiros, Acólitos, Corais, Cursos de Cristandade, Apostolado do Mar, Catequeses, Grupos de Jovens, etc.
Monsenhor Bastos Faleceu no dia 12 de Junho de 2010 e com ele deixou um grande vazio.
Ele era o Padre das palmas, da alegria, do amor.

Informações: Monsenhor Bastos (Homilias), Amigos e Diversos Documentos Paroquiais.
Texto: Paulo Gonçalves

sábado, 6 de novembro de 2010

PALAVRAS SOMENTE

"Coisas de Poesia"

Palavras… palavras soltas!
Palavras que tanto dizem…
…Dizem do teu amor
Fazem-me sentir senhor
Desse teu ser, que meu é.
Desse verbo amar, que se faz.
Deste eu, que teu sou!
Dizer de amor, eu sei!
Dizer tanto do que não dou!
Esse olhar cheio de voz
Nestas mãos cheias de força
Balanceando em verdade imensa
Porque encontro nestes dons
A força da tua presença!

 Paulo Gonçalves

O MEU CANTINHO SOLITÁRIO

7
Em Portugal, até aos anos 60, o mercado de trabalho estava estagnado, baseava-se no esforço físico e na ruralidade com uma grande carga horária e meios muito rudimentares não deixando margem para a criatividade dos trabalhadores. O novo regime obedecia a dois pilares, a estagnação e isolamento. A partir dos anos 60, dá-se a abertura ao exterior. Portugal adere à E.F.T.A (Associação de Comércio Livre). As relações com outros países intensificam-se, contribuindo para um aumento das exportações, o poder de compra das famílias aumenta, ano após ano, o que conduz ao incremento da produção.
Porque será que este ciclo foi quebrado?
Paulo Gonçalves

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

COISAS DE POESIA

Abismo
Porque é que teimo em me deitar
Nesta cama de rasgados e ásperos lençóis.
Onde afundo a minha alma
…Para morrer depois.

Porque me comprometo e me torturo?
Se com este sentimento impuro.
Me vou desgraçando em vida,
E não encontro o que procuro.

Vou semeando o receio
Por pura e pesada consciência
Perdendo-me em devaneio
Comprometendo a minha existência

Para minha grande consolação
Resta-me a certeza.
Dessa tua imensidão
Que resgata o meu coração!

Paulo Gonçalves

MONSENHOR BASTOS

Capitulo 7

A par de toda a obra, a sua persistência era impressionante, mesmo nos momentos mais difíceis. As visitas por toda a Diáspora no mundo fizeram sentir-se lembrada a população da nossa localidade, espalhada pelo mundo e por todo o país. Valeram-lhe, ainda, verbas necessárias para conseguir concretizar os objectivos idealizados para Peniche. Momentos houve, em que as Festas em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem estiveram em risco de não acontecerem por falta de verbas, isso foi ultrapassado pois era o próprio Monsenhor Bastos que se dirigia aos fornecedores, como por exemplo os dos fogos de artifício para conseguir um contrato mais favorável e tornar assim possível a realização dos referidos festejos.
Em 1981 foi nomeado Monsenhor, pelo então cardeal Patriarca de Lisboa, D. António Ribeiro.

Informações: Monsenhor Bastos (Homilias), Amigos e Diversos Documentos Paroquiais.
Texto: Paulo Gonçalves

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

OS SANTOS DA SEMANA

(Semana 45)


07.11.10 – S. Ernesto
08.11.10 – S. Godofredo
09.11.10 – Ded. Basílica de Latrão
10.11.10 – S. Leão Magno
11.11.10 – S. Martinho
12.11.10 – S. Renato
13.11.10 – S. Diogo

Paulo Gonçalves

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O MEU CANTINHO SOLITÁRIO

6
O Euro é a nossa moeda (única). Hoje podemos viajar na zona Euro sem ter que trocar a moeda na fronteira. Vivemos num mercado único com menores flutuações cambiais. O Euro é uma moeda forte e conceituada, óptima para usar mesmo fora da zona Euro.
Este facto traduz-se numa importância relevante para alguns. Isto acontece porque a grande maioria dos portugueses não é possuidora de condições financeiras para viajar.
Paulo Gonçalves

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

OLHO DE PÁSSARO

  UMA RÉPLICA DE AMOR”


     Os nossos olhares animavam ao pousarem no número 24 da Rua Arquitecto Paulino Montez; O prédio edificado em 1946, onde se destacava uma amendoeira e o roseiral “Santa Teresinha” que transbordavam os belos muros, e que nos inebriavam com o seu perfume.
     Surpreendeu-me ao passar por ali, e notar a sua ausência. Constatei; que sofreram de seca parcial, e que a idade não perdoou.
      Mais tarde voltei ali a passar. Bastou outro breve olhar para me deliciar com o que vi; Os muros de onde pendiam as roseiras estavam a ser substituídos por réplicas dos anteriores. (Ao contrário do que é habitual).
Quanto às roseiras; Foram abaceladas noutro local, que a seu tempo se irão transformar noutro igual roseiral.
      Felicito as proprietárias. Por sentir, estar perante uma obra de amor, que dignifica a nossa cidade, não trai o passado e enriquece o património dos nossos olhos.

Raízes M/Peniche  

MONSENHOR BASTOS

Capitulo 6

Ao longo do seu percurso em Peniche, foram sendo criados diversos movimentos ligados à paróquia. Grandiosos momentos foram vividos com a população; não só nas festividades mas também nas diversas peregrinações que fez, nomeadamente a Fátima.
O convívio e o desporto eram muito importantes e para que fosse possível dar continuidade às diversas actividades, foi mais tarde construído o Pavilhão Polivalente. A par disto o clube “Stella Maris” ia ganhando prestigio e conquistando diversos prémios nos diferentes concursos em que ia participando: Pesca, Basquete, Futebol (Onde também jogou), Hóquei, etc.

Informações: Monsenhor Bastos (Homilias), Amigos e Diversos Documentos Paroquiais.
Texto: Paulo Gonçalves

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

OS SANTOS DA SEMANA

(Semana 44)
31.10.10 – Sto. Afonso Rodrigues
01.11.10 – Solenidade de Todos os Santos
02.11.10 – Fiéis Defuntos
03.11.10 – S. Martinho de Porres
04.11.10 – S. Carlos Barromeu
05.11.10 – S. Zacarias
06.11.10 – Beato Nuno de Stª. Maria
Paulo Gonçalves

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O MEU CANTINHO SOLITÁRIO

5
O Banco de Portugal perdeu o poder de decisão no aumento ou diminuição das taxas de juro, cabendo estas decisões, e outras, ao B.C.E (Banco Central Europeu). O pacto de estabilidade e crescimento prevê que os governos se empenhem no crescimento e coesão económica, promovendo acções para fomentar a transparência das contas públicas, consolidação orçamental, que assenta numa maior eficácia na recolha de receitas, também no equilíbrio das contas com políticas que promovam a confiança, emprego e investimento público, caminhando para a convergência com a união europeia. Para isto é necessária uma disciplina orçamental muito grande e controlar o défice orçamental que subtrai as receitas das despesas públicas e corresponde normalmente à divida pública. Quanto maior for a taxa de inflação, maior será a tendência para o crescimento da despesa.
Será que esta perda de autonomia e soberania nacional se traduziu em positividade na vida dos portugueses?
Paulo Gonçalves

MONSENHOR BASTOS

Capitulo 5

O plano da educação não foi esquecido com a construção e criação da escola do Externato Atlântico. Era preciso formar, educar e tornar este povo mais confiante em si próprio. Mais uma vez o lado social ficou reforçado com a construção do Lar de Santa Maria respondendo, segundo ele, a um mal necessário. Foram também abrindo diversas creches e jardins infantis ligados à paróquia. Cristo e a família eram para monsenhor Bastos um importante sustentáculo e nos quais se deveria apoiar toda a sociedade. Maria como Mãe suprema enaltecia o papel da mulher e para o monsenhor, a mulher era um ser extraordinário, pois na sabedoria da criação foi-lhe oferecido o privilégio de carregar no seu ventre, durante nove meses, uma vida.   
Informações: Monsenhor Bastos (Homilias), Amigos e Diversos Documentos Paroquiais.
Texto: Paulo Gonçalves

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O 1º ELEMENTO (2ª SÉRIE)

O Outono (16)
Quando chega o Outono a nossa cidade fica impregnada de aromas da época. Um desses aromas é inconfundível. A castanha assada e a água-pé fazem as delícias da nossa gente e o rumo à compra já é tradição. Os Círios também são ponto de encontro entre população e forasteiros onde se vende de tudo um pouco; frutos secos, cavacas, farturas e doçaria diversa.
Estas tradições traduzem-se em importantes momentos nas nossas vivências enquanto cidadãos desta bela cidade.

Paulo Gonçalves

O MEU CANTINHO SOLITÁRIO

4
Com a introdução do Euro e a adesão ao sistema monetário europeu Portugal perdeu soberania sobre a política monetária e o poder de decisão passou para o Banco Central Europeu. Situado em Frankfurt e subjacente ao pacto de estabilidade e crescimento, o B.C.E. passou a determinar o valor das taxas de juro na zona euro, advindo daí algumas consequências negativas para a nossa economia nomeadamente a diminuição da sua competitividade. A nossa dependência não se reduziu com a adesão ao Euro. Será que a nossa vida melhorou com o abandono da moeda nacional?
Paulo Gonçalves

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

MÁGICA MARESIA

PENICHE – “ A TERRA PROMETIDA 

     No início do século passado, Sagres era uma terra inóspita, sem meios de sobrevivência no sector pesqueiro.
     Peniche era apontada como detentora de um bom Porto de Pesca. A sardinha era o primeiro alimento das famílias e “A fome era o prato forte do povo”. Na verdade, Peniche tinha um grande potencial: O mar!
            Dizia o Almocreve: - ”A sardinha prateada vale feijão e farinha!”
Anunciava o povo: - “Na fábrica do Fialho enlatam as sardinhas e mandam para fora”.
As notícias correram e os fluxos migratórios cresceram vertiginosamente.
Estas palavras soaram ao ouvido do António, como se Peniche fora “A terra prometida”.
Fez-se ao mar, pois tinha um filho a sustentar e os que mais viessem!
A viagem foi tão longa que perdeu a noção do tempo que levou a chegar. Enfrentou o mar bravio. Chegou vivo e a navegar dentro de uma dúzia de tábuas.
    O António saltou a terra e logo foi rodeado pelos curiosos da praia. Olhou em seu redor e disse para quem o quis ouvir: ”Venho do Algarve e estou a gostar desta terra para viver, vou comprar uma casa”.
      O homem veio do Algarve e vem esfomeado pela certa. Onde tem ele dinheiro para comprar uma casa?!” – Cochicharam os que notaram a pobreza que mostrava.
   Volvidas duas horas, o António voltou à ribeira. Trazia consigo um papel, no qual constava a compra de uma campa no cemitério local.
   António não foi afortunado. Porém, comprou a sua casinha, onde ainda hoje mora.

Raízes - M/Peniche

MONSENHOR BASTOS

Capitulo 4

A mão santa de Monsenhor Bastos começou a trabalhar e a interferir na situação social de Peniche. Foi criada a “Sopa dos Pobres” para os mais necessitados e principalmente nas épocas de defeso para matar a fome aos pescadores e suas famílias.
Foi também criado o Clube “Stella Maris” que ficou agregado aos outros “Stella Maris” do país.
Este clube foi dotado de um Café, Salas de Reuniões, Capela, Secretariado Paroquial, Pavilhão Desportivo, a redacção do Jornal “A Voz do Mar” e um Auditório onde se celebravam diversas festas, teatro e sessões de Cinema.
As festas de Nossa Senhora da Boa Viagem tiveram um grande impulso e a Procissão no Mar passou a ser realizada de forma ininterrupta. Também a Festa dos Círios de Nossa Senhora dos Remédios foi muito dignificada e marcadamente virada para o culto Mariano.
Informações: Monsenhor Bastos (Homilias), Amigos e Diversos Documentos Paroquiais.
Texto: Paulo Gonçalves

Paulo Gonçalves

OS SANTOS DA SEMANA

OS SANTOS DA SEMANA
(Semana 43)
24.10.10 – Stº. António Maria Claret
25.10.10 – S. Crispim
26.10.10 – S. Rústico
27.10.10 – Beato Gonçalo de Lagos
28.10.10 – S. Simão e Judas
29.10.10 – S. Narciso
30.10.10 – Stª. Doroteia
Paulo Gonçalves

terça-feira, 12 de outubro de 2010

“A EMIGRAÇÂO”

Noutros tempos, era bom, vermos os nossos compatriotas emigrados na Europa e Estados Unidos, de regresso à terra que os viu nascer. Eram detentores de uma mão cheia de sonhos sustentados por uma vida de trabalho árduo nos países de acolhimento. Visionavam esses sonhos como se fora a segunda etapa das suas vidas: a casinha na terra; um pequeno negócio; o regresso dos filhos em idade escolar, para que a língua materna não se apagasse das suas memórias, ou porventura, usufruindo das reformas que lhes foram garantidas como contributo do seu trabalho.
É penoso, nos dias de hoje, os emigrantes não apostarem no regresso ao país de origem: “Os filhos estão integrados noutra cultura, e os netos não falam a nossa língua”. Enfim, as perspectivas de futuro esfumaram-se nos seus horizontes. Restando apenas a saudade do que deixaram ficar para trás quando partiram.
Urge, repensar nas políticas praticadas para com estes cidadãos que contribuíram não só para a sua melhoria económica, como para o engrandecimento de um pequeno país, como o nosso, que por vezes, sobreviveu com o empenho vindo destas forças de trabalho.

Raízes M/Peniche

O MEU CANTINHO SOLITÁRIO

3

Reduzir os consumos para economizar e preservar o ambiente salvaguardando o futuro é cada vez mais um dever cívico. Se vivesse numa moradia optava pela energia solar, o que me permitia a obtenção de calor, aproveitando um recurso natural que é o Sol, reduzindo assim a respectiva factura. Os recursos esgotam-se e ninguém tem noção disso. Criou-se a ideia comodista do “Amanhã logo se vê” e assim vamos andando nos nossos dias, até um dia…

Paulo Gonçalves