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domingo, 29 de julho de 2012

O “Alcatraz” da Ribeira


Naquele café de infância
Onde a felicidade senti.
Grandeza mágica de brincadeiras.
Momentos que nunca esqueci
Mar imenso, ribeira velha.
Alegria e sonhos vividos
Farrapos de ternura
Sentimentos nunca esquecidos.
Maresia e liberdade.
Aroma inesquecível.
Do terraço daquele café
Bela Peniche era visível.
 Numa dádiva de fé,
Labutou o pescador
Nesta bela ribeira
Manifestou o seu amor
Maria partia para o mar.
Em beleza que nos apraz!
Como magia, vivi…
Naquele café “Alcatraz”

Paulo Gonçalves

quinta-feira, 26 de julho de 2012

SENHORA DA BOA VIAGEM


“Mágica Maresia”

Senhora Da Boa Viagem
Dá-me a luz do vosso olhar,
Pois rezando a vossos pés,
Está um velho homem do mar.

O prior, vendo aquele velho homem do mar, tão compenetrado, aproximou-se dele e indagou…
- Bom dia!
-Bom dia Sr. prior. - Respondeu
- Meu bom homem, que fazes por aqui?
- Converso com a Senhora da Boa Viagem.
- E do que lhe falas?
- Falo-lhe assim…
- Senhora entrego-te a minha vida, ela conduz-se no teu amor.
Confio na tua graça, pois sei que me levas a nosso senhor. No mar busco o pão, aí nunca me faltas, ao redor da mesa os meus filhos brincam e alimentam-se. A minha família é feliz e o meu coração confia no teu amado filho.
- Muito bem. Fico feliz por reconheceres a graça de Deus na tua vida. E agora qual é a tua obra? Questionou o padre.
- A minha obra?
- Sim. Que fazes tu para que Jesus seja sinal de esperança para os outros?
- Se calhar não faço grande coisa. A minha família sabe que a amo, que faço tudo por eles. No trabalho tento ser cordial e tenho feito amigos. Estou feliz. Se calhar falta mais, muito mais!
- A embarcação onde trabalhas participa na Procissão do Mar?
- Eles não queriam.
- Não? O que lhes fez mudar de ideias? Questionou o Padre.
- A minha visão em relação a Deus. Falei-lhes de tudo isto que acabei de falar consigo.
- E eles?
- Refletiram e acabaram por concordar. Entregamos, assim, toda a nossa confiança na Nossa senhora.
- Meu bom homem. Trabalhaste a obra de Deus na terra. Nesse caso és sal!
- Sal?!
- Sim, o sal que dá sabor. Tempero… esse tempero diferente que é ser cristão.
Essa postura que se passa aos outros que os contagia e evangeliza. Essa palavra que nos alimenta, que é palavra de Deus e que o mundo tanto necessita.
A procissão do Mar é uma mensagem evangelizadora para o mundo, tal como todos os atos de fé, pois tem na sua mais pura essência o amor de Cristo.
Por isso lhe dizemos;


Num lindo cântico ao céu
Vou implorar com fervor
Que nos concedas a graça
A graça do vosso Amor


Boa festa para ti, homem de fé.

Paulo Gonçalves

quarta-feira, 18 de julho de 2012

LEMBRANÇAS


Capitulo 8

Recordo com muita saudade os meus tempos de escola desde a primária, as vivências, os sonhos, o entusiasmo, os amigos, os namoros e os professores. O meu primeiro dia de aulas foi inesquecível. Gostava muito de Português, Biologia e das matérias ligadas ao clima, também aprendi muito em religião e Moral, disciplina que esteve sempre presente. Lembro-me de na infância, gostar de brincar com os meus vizinhos e colegas de escola e do que mais gostava era de jogar ao berlinde e ao peão. Além de ser divertido gerava a competição entre nós, pois todos queríamos vencer o jogo, estes momentos fomentavam e alicerçavam a nossa amizade. Recordo com bastante saudade os Verões, as férias grandes e logo no início as festas dos Santos Populares com as fogueiras organizadas por todos. A minha rua era ponto de encontro entre os vizinhos. Sentia-me particularmente feliz porque tinha terminado o trabalho e as férias estendiam-se no tempo. Recordo igualmente os meses de Julho e Agosto em que passava muito tempo no café de uma tia minha (Café Alcatraz), na Ribeira, ainda no tempo em que o pescado ali era descarregado. Eram meses cheios de magia com a chegada dos divertimentos para as festas em honra de Nª SRª da Boa Viagem (Festas da Cidade). O brilho de felicidade era bem visível nos nossos olhos assim que chegava um Carrossel ou pista de carrinhos. Os dias da festa eram uma alegria, sempre achei a Procissão no Mar um acontecimento muito bonito, ficava fascinado ao ver todos os barcos iluminados e sempre gostei muito dos fogos-de-artifício, sentia e ainda hoje sinto orgulho quando oiço elogios a esta magnífica e comovente manifestação de fé, cheia de luz e cor.

Paulo Gonçalves

sábado, 7 de julho de 2012

O 1º ELEMENTO (3ª SÉRIE)


36 (ÚLTIMO)

VALORES
O mundo está em crise
O mundo é governado pelo homem
O mundo está em guerra
O homem ordena
As crianças passam fome
A banca é subsidiada
O Papa fala
O Homem revolta-se
A Igreja orienta
O homem acha que não deve
Desde sempre que o mundo foi governado pelo homem e continuam a fome, a guerra, as desigualdades e a miséria humana, só para alguns.

Infelizmente continuam as violações dos direitos humanos!
O 1º ELEMENTO REGRESSA EM SETEMBRO COM A SUA 4ª SÉRIE


PAULO GONÇALVES

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O 1º ELEMENTO (3ª SÉRIE)


35
Exclusão
A nossa sociedade caminha de tal forma fragilizada, que se criam grupos de minorias.
Seja por falta de formação, por negligência, ou simplesmente por falta de tempo e atenção, certo é que cada vez mais existem os excluídos da sociedade. A toxicodependência é um exemplo concreto de como alguém se desvia do seu natural percurso, caminhando para a sua própria destruição. A par dele irão sofrer todos os que o rodeiam, sendo que será sempre um elemento desestabilizador no seio familiar e humano. Valores mal construídos, mal instruídos, ou simplesmente fraqueza genética? Este problema traduz uma verdadeira fragilidade humana e demonstra que sem o verdadeiro sustentáculo da vida que é Jesus Cristo, dificilmente conseguiremos ser grandes e exemplo de vida. Não digo que o Senhor não ame este ser, claro que sim! No entanto tenho a firme convicção de que um pai que ama verdadeiramente e naturalmente o seu filho, jamais desejará para ele, este destino. Por isso devemos estar atentos à sua palavra, ouvindo e assimilando os seus ensinamentos. Os evangelhos são uma autêntica formação pessoal e humana que pode e deve ser absorvida todas as semanas ou até mesmo todos os dias com a vantagem de a sua audição ser gratuita.

Paulo Gonçalves

quarta-feira, 27 de junho de 2012

FALAREI CONSIGO


4
Devemos, ou não, ter  fé?
                                                  
Que igreja devemos seguir?
As seitas terão alguma razão na sua teologia?
Jesus fundou apenas uma igreja.
Quem seguimos afinal? Será positivo o aparecimento de sucessivas igrejas?
A opinião da sociedade conta e por isso vale a pena discutir, dialogar opinar e partilhar.
Aguardo comentários.

Paulo Gonçalves

VERÃO PENICHE 2012


Dia do pescador.
Dia da Criança
 Carnaval de Verão
Santos Populares
Tradicional Corrida das Fogueiras

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O MALMEQUER


"Mágica Maresia"
Colhi um malmequer no jardim.
Era belo e branquinho.
Os outros eram amarelos.
E este estava sempre sozinho.

Sentia-se triste, naquele dia cinzento, porque os outros não lhe ligavam.
- Digam-me lá bom dia! Afinal porque não me falam?
Respondeu-lhe então o amarelo.
- Não te falamos, pois então! És diferente de todos nós.
- Mas que culpa tenho eu? Não escolhi ser assim. Retorquiu.
- Pois… Nós é que não temos culpa de te ter por aqui!
Entretanto o sol apareceu.
Realçando as suas cores
Aquele campo assim…
Libertou os seus odores.
Reuniram os malmequeres amarelos
Com o intuito de lhe cobrirem o Sol
O sol revoltado…
Mostrou-se bastante zangado.
- Afinal o que se passa?! Questionou.
-Não gostamos deste malmequer. É o único com esta cor. Não o achamos normal. Disse o malmequer amarelo.
O sol nem queria acreditar.
- Tenho que repartir os meus raios por todos. Vós sois muito bonitos e todos filhos de Deus que é nosso criador. Desrespeitar só porque é diferente é muito injusto. Estais a desprezar algo criado por Deus. Gostaríeis de ser desprezados?
- Não! Responderam em uníssono.
- Por ordem do senhor, o meu calor é para todos. Nunca, ninguém foi excluído!
Se nasceu, tem direito de viver e é belo como vós! Exala perfume como vós! Está no meio de vós!
Os malmequeres conversavam entre si envergonhados pela atitude que vinham tendo com o seu semelhante.
- Desculpa-nos malmequer branco. Fomos injustos contigo. A partir de hoje vamos ser teus amigos.
O malmequer branco regozijou de alegria e o sol brilhou ainda com mais vigor.
A igualdade é inimiga da discriminação mas amiga do homem.

Paulo Gonçalves

segunda-feira, 18 de junho de 2012

O 1º ELEMENTO (3ª SÉRIE)


34
Vida

Passamos pela vida e nem nos apercebemos que ela passa por nós.
A correria é constante e no nosso dia-a-dia implicamos com o outro por tudo e por nada. Acontece no trabalho, em família, com os vizinhos e até com as condições meteorológicas. Nunca estamos satisfeitos com nada. De vez em quando lá vamos ao encontro de uma esperança, de algo que nos transcenda e isso, normalmente acontece quando estamos mal.
Quando as coisas nos correm bem nem sequer nos passa pela cabeça que um dia, alguém se entregou por todos nós e que ao faze-lo deixou todo um testemunho de amor, salvação e ressurreição. Por que motivo isso nos passa ao lado? Por que motivo continuamos a preferir guerrear ao invés de lhe seguirmos as pisadas, valorizando e respeitando tudo o que fez por nós?
Penso que vale a pena refletir, quanto mais não seja para fazermos o diagnóstico acerca da postura que adotamos perante a vida.

Paulo Gonçalves

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O 1º ELEMENTO (3ª SÉRIE)


33
Crédito pessoal
Porque a crise continua, justifica-se o regresso a este assunto tão problemático.
Quase ninguém consegue viver e construir a sua vida sem ter por base um, dois, três ou mais créditos. São vários e conseguidos das mais diversas maneiras pelas diferentes instituições financeiras.
Usamos e abusamos do cartão de crédito. A casa, o carro, as obras lá em casa, mobílias, férias, computadores, e até vestuário, tudo se adquire recorrendo ao crédito.
Verificamos que muitas famílias estão completamente “estranguladas” porque não conseguem liquidar tantas prestações e recorrem a crédito adicional para pagar os créditos mais antigos. Sendo este um ciclo vicioso, aniquila a tranquilidade de qualquer família conduzindo-a à rotura. Aquilo que o homem pede é tudo menos o que vem do alto. O desejo de possuir bens materiais sobrepõe-se a tudo. A gestão das nossas vidas torna-se tanto mais desastrosa à medida que aumenta o nosso desejo de consumir. Um dia, aquando da nossa partida, só levaremos a roupa que alguém nos vestirá. Os bens materiais não caberão na sepultura.

Paulo Gonçalves

sábado, 2 de junho de 2012

O MEU CANTINHO SOLITÁRIO (3ª SÉRIE)


23  
(ÚLTIMO)
(O CANTINHO REGRESSA EM SETEMBRO COM A SUA 4ª SÉRIE)

É deveras importante o património natural que nem sempre é devidamente preservado. A ilha da Berlenga foi candidata às 7 maravilhas da Natureza, e posteriormente classificada como reserva da biosfera, pela Unesco. Este arquipélago nem sempre é devidamente preservado. O homem continua a depositar lixo por todo lado, no entanto algo tem sido feito. Recentemente a Câmara Municipal decidiu organizar uma limpeza subaquática. Também têm sido organizadas várias recolhas de lixo na ilha de forma a mantê-la limpa e fomentar novos hábitos. Foi limitado o número de visitantes que passou a ser de 350 por dia e para além disto decorreram obras para abastecimento de água, produção própria de energia, recolha de lixos e esgotos.
Valorizar e manter em bom estado o que nos rodeia é algo fundamental para nos afirmarmos como seres humanos, merecedores de habitar a terra.

Paulo Gonçalves

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A PESCARIA


“Mágica Maresia”

Estava um belo dia de Sol. O chilrear dos pássaros denotava a estação que se vivia. O aroma do campo chegava a si em forma de desafio. Podia vislumbrar pelas cortinas o doce balancear das folhas do vasto arvoredo que era imensidão. O vermelho e branco do prado deixava antever uma diversidade de flores campestres. A casa de montanha confundia-se e embrenhava-se na esplêndida paisagem.
 Levantou-se e dirigiu-se para a cozinha para tomar a sua primeira refeição.
- Vou mesmo trazer aquele peixe enorme. Vai ser hoje!
Joaquim resolveu aproveitar o dia ao máximo, fazendo o que mais gostava, pescar.
Entre assobios e pequenos cânticos, lá foi todo satisfeito para o lago. O seu entusiasmo era regado de perfumes, cor e raios de sol.
Ao chegar deparou-se com um seu vizinho, Mário, com o qual nunca simpatizou, e que chegou um pouco antes de si.
- Bom dia! Disse o seu vizinho.
- Bom dia! Respondeu de forma rude.
- Hoje vou pescar um daqueles…
- Acho que eu é que vou! Retorquiu o Joaquim, reforçando a sua antipatia para com o seu colega.
A pescaria assim começou e a espera foi longa. O Joaquim congratulava-se pelo facto de as águas límpidas do rio não ofertarem nada ao seu vizinho.
- Eh! Eh! Não hás-de conseguir nada! Ou não me chame Joaquim!
Por fim a cana deu sinal e o Joaquim já gritava de felicidade.
- É agora! É agora!
Mas qual não foi o seu espanto, quando olhou para o seu lado esquerdo, verificou que se passava o mesmo com o seu vizinho.
- Não acredito!
Ficou ainda mais desiludido ao verificar que as suas sedas se tinham juntado e que o peixe vinha agarrado às duas.
-Desculpe mas o peixe é meu! Disse o Joaquim.
- Olhe que não! O peixe também me pertence, está agarrado à minha cana!
- Não me provoque! Eu cheguei primeiro!
- Não me provoque você! Dividimos o peixe a meio! Retorquiu Mário.
- Nem pensar! Dê-mo!
E dizendo isto deu um forte puxão na cana que originou a queda do peixe na água do rio.
Os dois ficaram revoltados.
-Veja o que fez! A culpa é sua! Seu… Disse o Joaquim.
-Não! Não tive culpa nenhuma! E dizendo isto resolve ficar calado, continuando, pensativo, a pescaria.
Passados alguns minutos o Mário pesca um peixe enorme que se apressa em retirar da seda.
O Joaquim pensava: “Não é justo. Queria pescar e por causa deste sujeito fiquei sem o peixe e agora ele apanhou um! Deve estar todo feliz da vida a gozar comigo. Que ódio!”
Entretanto o Mário aproximou-se com o peixe na mão e disse:
- Olhe, eu nem sequer gosto muito de peixe, por isso ofereço-lhe.
O Joaquim olhou-o estupefacto.
- Mas porque faz isso? Eu vou pescar um com toda a certeza!
- Aceite por favor. Não me trás felicidade levar este peixe para casa, sabendo que o meu vizinho o queria para si. Ainda por cima só o pesquei por desporto. Tome! Disse entregando-lhe o peixe.
O Joaquim olhou estupefacto para o seu vizinho. A ganância e o egoísmo são inimigos da convivência. A partilha mostra o quanto é bom dar e conviver com o nosso semelhante.
Dando se recebe e quem recebe tem sempre algo para dar.
Paulo Gonçalves

quinta-feira, 17 de maio de 2012

FALAREI CONSIGO


Toxicodependência: Rumo ou Alheamento?

Teremos direito de colocar em risco a nossa vida e a dos nossos familiares sob a desculpa de nos alhearmos das nossas duras realidades?
A opinião da sociedade conta e por isso vale a pena discutir, dialogar opinar e partilhar.
Aguardo comentários.

Paulo Gonçalves

quarta-feira, 9 de maio de 2012

LEMBRANÇAS


Capitulo 7

Uma das coisas que me fascinavam na minha infância era o cinema. Lembro as idas, com os meus pais, ao saudoso “Cinemar”. Nunca vou esquecer a noite em que vi o filme “Os Dez Mandamentos”. Da mesma forma não esqueço os filmes da Disney, a Pipi das Meias Altas e filmes do Joselito. Também assisti a sessões no auditório do Stella Maris. O cinema indiano abundou também, numa altura em que estava na moda e todas as semanas passava um filme. A minha mãe não perdia um e eu acompanhava.
Lembro também os momentos, para mim, mais marcantes da televisão. Séries como a “Heidi”, “Marco” “Verão Azul” e “Benny Hill”. Não perdia um episódio. Sonhei muitas vezes que fazia também, parte das séries e quando me deitava imaginava a sua continuação mas comigo também como personagem integrante da história.

Paulo Gonçalves

terça-feira, 1 de maio de 2012

O 1º ELEMENTO (3ª SÉRIE)


32
Televisão

Quem não se lembra da nossa televisão de antigamente e promotora de serões tão familiares?
Séries, Noites de Cinema, Teatro e programas de comédia à portuguesa.
Hoje, tais serões não são possíveis. As novelas são tantas que até enjoam. As boas séries passam a horas tardias e os filmes à noite…nem vê-los. Ver televisão é receber educação. Que tipo de educação e formação poderemos ter com a cultura que advém das novelas de linguagem barata? Que sociedade se constrói quando as imagens que nos chegam a casa são de programas de coscuvilhice alheia, guerras, e obsessão na imagem corporal? Que resistência temos perante tanta publicidade a toda a hora? Em que nos tornámos? Perfeitas máquinas de consumo e o tempo vai passando sem que nos apercebamos que estamos a perder o essencial… VIVER! AMAR! VALORIZAR!
Hoje tudo parece fácil.
Hoje, tudo parece vir parar às nossas mãos de bandeja!
SERÁ QUE É MESMO ASSIM?

Paulo Gonçalves

MÊS DE MARIA


Maria, Maria mãe...
Mãe de Jesus e nossa também.

Há em Maria, algo que se relaciona com toda a humanidade. Desde o ventre materno até aos nossos dias, existimos porque a nossa mãe disse sim a um projecto de amor. Também Maria o fez em relação a toda a humanidade aceitando o projecto de Deus. Por isso é nossa mãe intercessora. Nela cremos, esperamos, e por ela chegamos a Jesus Cristo seu filho, nosso salvador.

Paulo Gonçalves

terça-feira, 17 de abril de 2012

O MEU CANTINHO SOLITÁRIO (3ª SÉRIE)


22

A reciclagem chegou à arte, hoje muitas exposições são feitas com materiais reciclados. Fazer taças de decoração através de lamas de ETAR, desenhar malas de senhora com recurso a telas de publicidade já usadas, ou «transformar uma garrafa num casaco» são algumas das possibilidades que o lixo reutilizado oferece. O mercado de produtos reciclados está a infiltrar-se em Portugal e os resíduos que saem das nossas casas estão a ser reutilizados pela mão de alguns dos mais conhecidos artistas nacionais.
É muito positiva esta forma de aliar a arte à poupança de recursos.

Paulo Gonçalves

A TUA PALAVRA


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 20,19-31)
Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhe-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos». Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa, e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto». Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.
Fonte: Bíblia Sagrada

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O CARACOL


Andava pachorrento e entediado, o caracol. O chuvisco, que tanto desejara, irritantemente, continuava a cair. As gotas, que das árvores escorregavam, produziam um som que lhe deixavam algo chateado. Tudo permanecia calmo demais. Nem das suas companheiras formigas, sinal havia. Olhou aborrecido para o céu com ar bem chateado e resolveu subir por um verde tronco de um vulgar caniço igual a tantos outros, muito embora este lhe parecesse mais elevado, ou não fosse tão sério o assunto que tinha para tratar com aquela nuvem tão chata.
Lá foi subindo a passo de caracol e muito esmerado em bater um recorde, dada a urgência que advinha da situação.
Chegado ao topo, olhou para o céu e não se deteve em contemplações.
- Olha lá ó nuvem, não achas que já basta?! – Interrogou demonstrando todo o seu desagrado, ao que a nuvem respondeu…
- Já basta o quê?
- De pingo mais pingo. Já chega! É que não passa disto. Porque não te vais embora e nos descobres o sol?
- Ora! Ora! Primeiro pedias chuva e agora queres sol, afinal o que queres, sol ou chuva?
- Não sejas parva. Já há dias que pairas sobre nós e tudo o que é demais enjoa.
- Qual é o teu problema?
- O meu problema é a solidão. Por causa dos teus pingos ninguém sai dos seus abrigos e eu não tenho com quem falar. De resto já aborrece ver tudo sempre tão molhado.
- És um caracol diferente dos outros. Até pareces humano!
- Humano?! Porque motivo, me fazes essa traumatizante comparação?
- É simples meu caro! Nunca estás satisfeito com nada. Se não chove, é porque não chove! Se chove é porque chove! Nunca estão satisfeitos com nada, mesmo que esse nada seja o melhor para eles. Sabes, estes seres nunca percebem nada e tudo para eles é complicado e sinónimo de insatisfação e infelicidade. Nunca dão valor ao que a vida contém.
O olhar do Caracol deixava agora, transparecer alguma desconcertação.
- E tu achas que eu sou assim?
- De certa forma sim! Não estás a entender o meu papel, a minha missão.
- Sim, já percebi!
- Estou aqui o tempo que for preciso. Tenho que regar os campos e esperar pelo vento pois é ele que me vai transportar para outro lugar. Por acaso achas que eu também não me aborreço de permanecer tanto tempo por aqui?
O Caracol baixou a cabeça envergonhado.
- Nunca tinha pensado nisso.
- Pois, eles também não pensam. Logo que venha o vento partirei e vos deixarei o sol.
- Sabes, agora acho que já desejo que fiques. Conversaste comigo, fizeste-me companhia e isto já não será o mesmo sem ti.
- Não te preocupes, volto sempre nos Invernos e colocaremos a conversa em dia.
De repente os caniços abanaram. O vento levantara-se. O sol começou a romper.
O caracol olhou de novo para a sua amiga que lhe gritava.
- Adeus amigo. Chegou a hora da partida, vou conhecer outros lugares. Gostei de te conhecer. Tem cuidado e fica sempre feliz. Volto no próximo Inverno.
- Adeus amiga. Fico à tua espera.
A tristeza tinha sido compensada pela certeza de ter ganho uma amiga.
Muitas vezes achamos que tudo está mal, mas onde o mal está poderemos sempre encontrar algo de bom. A procura da felicidade é sempre ambição humana, no entanto é sempre tão difícil reconhece-la em nós e no que a vida nos oferece. Talvez seja um mito ou talvez seja ignorância nossa.
Talvez…Talvez…

Paulo Gonçalves

segunda-feira, 9 de abril de 2012

LEMBRANÇAS


Capitulo 6

Recordo, com muita saudade, os meus tempos de infância. Momentos de felicidade, entusiasmo e sonhos. Muitos desses momentos foram vividos no Circo. Felizmente os meus pais tiveram a sensibilidade para me levar, por diversas vezes, a este magnifico espectáculo. Eu vibrava de felicidade com os palhaços, mágicos e trapezistas e foi mais uma vez, com este intuito que levei o meu filho, ao circo “Richard Bros” que esteve em Peniche de vinte a trinta de Agosto de 2009. O espectáculo foi magnífico, deslumbrante, o meu filho e nós adorámos. A qualidade artística, o bom gosto, o muito movimento, som, luzes e originalidade da ideia foi deslumbrante. É sem dúvida um novo conceito de Circo que atrai muito mais. Um sonho que se pode realizar. O amor e alma com que é feito merece apoio a todos os níveis. É urgente dignificar quem dá tudo de si, com alma e coração. Saí do circo com vontade de ir, de novo, no dia seguinte. Muitas vezes me emocionei, senti-me de novo criança e confirmei o meu deslumbre pelo circo. É único sentir de novo a nossa infância e todas as suas vivências, tesouros das nossas vidas, nos quais, entre os mais preciosos, está o nosso tão querido circo. Não o deixemos morrer. O espectáculo chamava-se sonhos e retratava a vida de um palhaço que sonhava trabalhar num circo e o sonho tornou-se realidade. Como dizia o poeta o sonho comanda a vida. Que Deus vos ajude e que voltem a Peniche.

Paulo Gonçalves