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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

COISAS DE POESIA

Mesmo velhinho


Já era tão velhinho
Que à janela, mal assomava
À noite, saia para sentir
De onde o vento soprava
De olhos postos no céu
O seu corpo rodava:
Em jeito de oração
Com os seus botões falava
-Está nortada fresca…!
A rosa-dos-ventos rezava
Temente pelo vendaval
Que tantas vidas ceifava
Logo ao romper da aurora
Ao Cabo Carvoeiro rumava
Sem temor pelo temporal
Sentado na rocha, esperava
As meninas dos seus olhos
Um por um, os barcos contavam
-Ah…! Conseguiram! Já passaram!
Então o velho pescador descansava!
-Ah…! Arribaram

Raízes M/Peniche

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